sábado, 24 de abril de 2010

Processo de refino – Refinaria - Destilação à Vácuo


Forno promove o re-aquecimento do resíduo atmosférico até a temperatura ideal para o fracionamento.
Efeito Indesejado: Formação de coque devido a decomposição térmica do petróleo, que são a deposição de coque nas tubulações e no fundo da torre a temperatura máxima de controle ~ 400 ºC
Equipamentos Utilizados na destilação a vácuo são o fornos de queima simples (óleo ou gás combustível) ou combinada.

A Torre de Destilação : Fracionar o RAT (Resíduo Atmosférico), produzindo frações que tenham possibilidade de processamento e geração de produtos de maior valor agregado (GLP, gasolina, querosene e diesel).
Aplicações da produção de gasóleos para craqueamento catalítico ou lubrificantes e parafinas
Condições Operacionais: Temperatura da “zona de flash” semelhantes às observadas na destilação atmosférica, porém pressões significativamente menores – sub-atmosféricas (vácuo = 100 mm Hg ou 2 psia).

A torre de Destilação tem as seguintes caracterísicas: Grandes diâmetros devido ao espaço ocupado pelo gás à menor pressão.
Os elementos bandejas ou pratos de Contato Líquido-Gás, idem as das torres atmosféricas e os recheios são estruturados ou não estruturados, que propiciam uma elevada transferência de calor e massa entre as fases liquido-gás, devido à grande área de contato, permitindo que as torres de fracionamento tenham menor altura. A torre é dividida em leitos de recheios.
Líquido escoa em direção ao fundo da torre sobre a superfície enquanto o gás escoa em contra-corrente (na direção do topo) e em contato com o líquido.
Principio de Funcionamento, são o mesmo princípio da torre atmosférica, o vapor ascendente troca calor com o líquido ao longo do leito de recheio; os HC´s mais leves tenderão a vaporizar e os mais pesados a condensar.
O gás atravessa todos os leitos, enquanto o líquido é injetado no topo de cada leito específico através de distribuidores.

Ou seja, cada leito terá injetado no seu topo um líquido específico para a separação desejada.
Normalmente, no fundo de cada leito existe uma panela, de onde todo o líquido é removido. Parte do líquido é resfriada e retorna ao topo do leito para promover o fluxo de líquido ao longo do mesmo. O restante é efetivamente retirado sob a forma de líquido (fração ou corrente) após o resfriamento em trocadores.

Em alguns pontos da torre (topo da torre, acima da zona de flash e entre leitos), são utilizados equipamentos chamados demister, que visam a condensação de gotículas de líquido que possam ter sido arrastadas com o gás, evitando a contaminação da fração à ser retirada.
A diminuição da pressão é efetuada por uma série de condensadores e ejetores. A condensação do vapor d´água e de alguns hidrocarbonetos existentes no topo, produz o vácuo. Em alguns casos, são utilizadas bombas de vácuo após o sistema de ejetores.

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