segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cerveja artesanal – Gruit Ervas amargas – artigo 014

Ervas e Especiarias Brasileiras para Cerveja artesanal
Erva amarga 01 – Pau de Tenente, Quina
Nome científico: Quassia amara L.
Família: Simaroubaceae.
Sinônimo botânico: Quassia alatifolia Stokes, Quassia officinalis Rich.
Nomes populares: pau-tenente, quássia-da-jamaica, quássia-do-suriname, cássia, pau-amargo, pau-de-surinã, pau-quassia, quássia. Surinam wood (inglês), cuasia (espanhol), quassia (francês, italiano). 
Constituintes químicos: açúcar, alcalóides, óleo essencial, matéria resinosas, pectina, quassina, taninos.
Propriedades medicinais: adstringente, antiespasmódica, aperiente, colagogo, depurativa, digestiva, eupéptica, estomacal, febrífuga, hepatoprotetora, tônica, vermífuga.
 Indicações: anemia, atonia do aparelho digestivo, cólica hepáticas, debilidade em geral, diarreia, dietas de emagrecimento, disenterias (com febre), dispepsias, distúrbios gastrintestinais, febre, inapetência, infecções (com febre), inseticida (moscas, mosquitos, piolhos), má digestão (pela diminuição da secreção gástrica), malária, parasitas intestinais, sarampo, secreção salivar e gastrintestinal (aumentar), transpiração (aumentar).
Planta da família das Simarubáceas natural da América Central e do Sul. É também conhecida como quássia-amarga, quássia-de-caiena, pau-amarelo, pau-tenente, quássia-da-jamaica, quássia-do-suriname, cássia, pau-amargo, pau-de-surinã, pau-quassia.
Parte utilizada: folhas, casca, ramos.
Contra indicações: não encontrados na literatura consultada.
Modo de usar: infusão, decocção, extrato, extrato fluido, pó, tintura, elixir, vinho, xarope.
- 2 colheres de sopa de cascas picadas em 1 litro de água por 15 minutos. Tomar 2 xícaras de chá ao dia.
- Infusão de 6 colheres de sopa de folhas picadas em 1 litro de água fervente.
Uso externo: banhos nos casos de sarampo.
Primeiramente fiz o levantamento de informações dos ingredientes, dividi entre agentes de amargor e de aroma e fiz a aquisição de algum deles.
Processos de extração dos princípios ativos das substâncias:
Infusão: Despejar água fervendo sobre as ervas, numa vasilha, deixa-las em repouso durante 10 minutos abafadas.
Decocção: Colocar as ervas em água fervente. O tempo de fervura varia de 5 a 10 minutos, retire a panela do fogo e conserve tampada. Após, coar. Para raízes e cascas -15 a 20 min
Maceração: Põe-se de molho as ervas em água fria, durante 12 horas, neste processo os sais minerais e vitaminas são mais aproveitados.
Maceração com cachaça: Colocar de molho as ervas em cachaça durante ao menos 24 horas
Quassia Amara – Pau de tenente
Pau de tenente e sua utilização na Cerveja artesanal.
Um fato curioso é que quassia amara – pau de tenente era exportada do Brasil e utilizada frequentemente como substituto de baixo custo em substituição dos lúpulo em cervejas inglesas no passado, em especial as Porters.
Substitutos do lúpulo em 1885 
Em um texto de Southby descreve como tópico a substituição dos lúpulos. 
A substituição do lúpulo foram legalizados em 1837, logo depois o imposto sobre o consumo de lúpulo caiu, 1860 a 1870. Nos anos de 1940 durante a guerra os lúpulo foram muito substituídos por ervas amargas. 
Whitbread substituiu em suas cervejas  - 1940.
Bitter ou bíter é uma bebida alcoólica com sabor de essências herbais, caracterizado por um sabor amargo ou agridoce.
Diversas marcas de bitter foram comercializadas antigamente como medicamentos, porém atualmente são consumidos como digestivos ou para dar sabor a coquetéis. Costumam ter um teor alcoólico de cerca de 45%.
Bíter era um substituto do lúpulo, o uso pelo seu amargo forte.
O lúpulo, do ponto de vista dietético, é um tónico amargo, mas com propriedades narcóticas.
Pau de tenente, Quassia é igualmente um tónico amargo, com propriedades narcóticas leves.
A cerveja, que tem em sua receita pau de tenente, tem em seu amargo características mais saudáveis que a do lúpulo.
Cervejas que foram utilizadas quassia não o deixará tão sonolento como a cerveja de lúpulo.
Uma lista das principais ervas amargas, por uma porção relacionadas ao lúpulo:
Quassia tem o amargo de 16% ácido Alfa
Calyso tem o amargo de 12 % ácido Alfa
Chiretta tem o amargo de amargo a 10 % ácido Alfa
Gentian tem o amargo de amargo 7 % ácido Alfa
Camomila flores tem o amargo 5 % ácido Alfa
Calyso é um muito amargo, não-narcótico e com uma ligeira ação estimulante sobre o fígado.
Cerveja produzida com uma proporção de Calyso é mais saudável para a maioria das pessoas do que aquele em que lúpulo só foram utilizados.
Chiretta, um tónico muito saudável do fígado, não-narcótico.
Genciana, um tónico amargo.
Camomila flores são um tónico saudável.
Erva 02 Cor - Urucum
Nome científico Bixa Orellana
Uma semente de uma árvore perene pequena nativa a América do Sul. Seu uso mais popular é como corante laranja profundo, mas também transmite um sabor terra para pratos na América Latina e Filipinas.
A semente de urucum tem sido usada desde os tempos pré-colombianos em toda a América Latina. Foi usado principalmente como um corante para a pintura de alimentos e do corpo.
As sementes de urucum são usadas para colorir arroz e caldo de estoques e guisados. As sementes podem ser fritas em gordura em fogo baixo para colorir a gordura que pode então ser usado para cozinhar.
As sementes de urucum podem ter sido um ingrediente de uma antiga receita de cerveja olmeca.
Dogfish Head brewery cervejeiro norte americano recriou esta receita em uma cerveja a Theobroma.
Estilo: Cerveja do Chile
Álcool em volume (ABV): 9,00%
Esta cerveja de estilo inglesa é baseada na análise química de fragmentos da cerâmica encontrada em Honduras que revelou a bebida de chocolate e alcoólica, essa bebida era servida em ocasiões especiais.
Na descoberta desta bebida foi detectado o uso de cacau e urucum para o consumo humano mais de 500 anos Ac. “Theobroma”, que quer dizer “alimento dos deuses.


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

cerveja artesanal - Carqueja e Gruit cervejeiro - artigo 013

Carqueja uma erva para uma Gruit cervejeiro - o Lúpulo Brasileiro
Tem em suas propriedades um conservante natural, porque contém os óleos essenciais, flavonoides e saponinas, os flavonoides tem forte ação antioxidante e por isso combatem os radicais livres, os seus valores no índice de amargor estão entre 1:5000 e 1:6500.
Os antioxidantes são compostos que atuam inibindo e/ou diminuindo os efeitos desencadeados pelos radicais livres e compostos oxidantes, funcionando como conservantes em bebidas, essa planta não é o lúpulo, mas a Carqueja:
Nome popular: Carqueja, Carqueja-do-mato, bacanta.
Nome científico: Baccharis trimera (Less.) DC.
Família: Compositae (Asteraceae)
Origem: Sul e sudeste do Brasil.
Propriedades: Hepatoprotetoras, digestivas, anti-úlcera, antiácida, analgésica, e antiinflamatória, hipoglicêmico (reduz glicose no sangue).
Princípios Ativos:
Segundo a EPAGRI: alfa e beta-pineno, álcoois sesquiterpênicos, ésteres terpênicos, flavonas, flavanonas, saponinas, flavonóides, fenólicos, lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos, alcalóides. Compostos específicos: apigenina, dilactonas A, B e C, diterpeno do tipo eupatorina, germacreno-D, hispidulina, luteolina, nepetina e quercetina.
Características: Subarbusto perene, de 50 a 80 cm de altura. Com os mesmos nomes populares e com características e propriedades similares são conhecidas as espécies B. articulata e B. uncinella.
A planta é amplamente utilizada na medicina caseira brasileira, sendo utilizada pelos indígenas há séculos para o tratamento de várias doenças.
As diferentes propriedades atribuídas a esta planta na medicina tradicional vem sendo estudadas e algumas já validadas pelos resultados positivos obtidos.
Parte usada: Folhas e hastes.
Óleos essenciais, flavonoides e saponinas. Os flavonoides tem forte ação antioxidante e por isso combatem os radicais livres.
A Carqueja apresenta variedades, a Baccharis triptera var. crispa , de alas caulinares crespas e a Baccharis triptera var. cylindrica, de menor porte e alas caulinares.
Ambas as variedades apresentam propriedades amargas. Na prática observa-se que a variedade cylindrica apresenta um amargor maior que a variedade crispa (denominando-as portanto de Carqueja Amarga e Carqueja, respectivamente)
Usos: Tem sido empregada principalmente a problemas hepáticos (removendo obstruções da vesícula e fígado) e contra disfunções estomacais (melhorando a digestão) e intestinais (como vermífugo). Algumas publicações populares a recomendam ainda para o tratamento de úlcera, diabetes, malária, anginas, anemia, diarreias, infla,ações da garganta, vermes.
Estudos comprovaram sua eficácia em suas propriedades hepatoprotetoras, digestivas, anti-úlcera, anti-ácida, analgésica, anti-inflamatória, e hipoglicêmico (reduzindo o teor de açúcares no sangue).
Forma de uso / dosagem indicada: É recomendada para afecções estomacais, hepáticas e intestinais, na forma de infusão, preparado adicionando-se água fervente a uma xícara (de chá) contendo 1 colher (de sopa) de suas hastes e folhas picadas, na dose de 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia, 30 minutos antes das refeições.
A carqueja tem todas a propriedades para ser um ótimo ingrediente para um Gruit cervejeiro.
Cerveja defumada com gengibre - Gruit
Referências bibliográficas:
Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil.
Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia.
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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cerveja Artesanal - Levedura de cerveja e a saúde - artigo 012

Prós e contras
A levedura de cerveja é nomeada assim porque vem do mesmo fungo que é usado para fermentar a cerveja – Saccharomyces cerevisiae.
É importante entender, que para produção da cerveja artesanal o fermento usado está vivo, enquanto levedura de cerveja comumente conhecido como um suplemento nutricional está desativada.
Isso significa que os microrganismos foram mortos através de pasteurização ou secagem, mas as proteínas, vitaminas e minerais ainda estão lá.
Na piramide dos alimentos recomenda-se o uso moderado de levedura de cerveja, porque, embora seja uma boa fonte de nutrientes, sua própria natureza carrega alguns riscos possíveis.
Benefícios do fermento ou levedura:
Levedura de cerveja é favorito dos praticantes de uma dieta vegetariana por causa das proteínas e das vitaminas do complexo B que ele fornece.
Essas vitaminas são encontradas geralmente na carne, nos peixes e nas aves domésticas e na cerveja. 
Independentemente da prática dietética, este tipo de levedura ainda pode adequadamente fornecer-lhe os seguintes nutrientes:
  • Tiamina (Vitamina B1)
  • Riboflavina (Vitamina B2)
  • Niacina (Vitamina B3)
  • Ácido pantatênico (vitamina B5)
  • Piridoxina (Vitamina B6)
  • Biotina (Vitamina B7 ou Vitamina H)
  • Ácido fólico (vitamina B9)
  • Além dos listados acima, levedura de cerveja contém uma quantidade notável de cromo.
Este mineral encontrado, diminui os níveis de açúcar no sangue.
O cromo tem outros benefícios também como o controle do colesterol ruim, a redução das variações do humor, alívio dos sintomas da depressão, melhora da fadiga, aumento da capacidade do corpo em ganhar massa muscular e auxilia no tratamento do diabetes tipo 2.
Melhora a tolerância à glicose e reduzis a necessidade de insulina.
Um estudo testou um suplemento à base de levedura na síndrome pré-menstrual (PMS) e descobriu que era eficaz. O suplemento dietético usado é chamado Sillix Donna e é composto do mesmo microrganismo que é levedura de cerveja.

Levedura de Cerveja Riscos:
Alguns indivíduos são simplesmente alérgicos ao fermento. 
Sensibilidade pode ser tal que qualquer levedura à base de produtos de cerveja para suplementos de levedura nutricional, poderia desencadear os sintomas de irritação do estômago, dores de cabeça e coceira.
Outros tipos de condições médicas que aumentam a sensibilidade à levedura são colite ulcerativa e doença de Crohn.
Estes são os tipos mais graves de doenças inflamatórias intestinais.
Se acontecer de você ter um sistema digestivo fraco ou são propensos a tais problemas. você precisa ser extremamente cauteloso sobre a tomada de levedura de cerveja.
Embora os efeitos positivos do cromo sobre os níveis de açúcar no sangue tenham sido estudados, ainda é muito possível consumir muito deste mineral e ir na direção oposta de perigosamente baixar o açúcar no sangue.
Esta é uma condição conhecida como hipoglicemia. Seria mais seguro consultar um médico para descobrir a quantidade segura de levedura de cerveja para incluir em sua dieta, especialmente se você já é diabético.

Levedura de cerveja Usos práticos:
Levedura de cerveja é comumente disponível em forma de pó ou como flocos pequenos. Diz-se também para ter um sabor similar ao queijo que pode lhe dar uma ideia para seus usos culinários.
Você pode, por exemplo, polvilhar uma quantidade moderada de levedura de cerveja em pó na pipoca para fazer sua própria variedade de sabor de queijo.
Salada e coberturas em pratos de massa também são possíveis utilizações.
O ingrediente de levedura hidrolisado em mistura de sopa provavelmente se refere à levedura de cerveja.
Você pode assim fazer um prato de sopa semelhante, adicionando uma colher de chá ou dois em seu próprio caldo caseiro.
Muitas vezes é aconselhável que levedura de cerveja seja adicionado no final ou após a comida é cozida para que o calor não limpa as vitaminas do complexo B.
Uma vez que é uma boa fonte de proteínas, você pode salpicar dosar ou três colheres de sopa de cerveja no misturador, juntamente com qualquer fruta que você esteja usando, agora teremos uma bebida revitalizada e excelente após um dia de trabalho duro.
Para completar as ações nutricionais da levedura, temos uma lista completa das ervas, especiarias e adoçantes naturais:
Canela, Cravo, Stevênia,Cúrcuna, Curry, cominho,funcho, anis estrela, gengibre.

Artigo teve como base - Bem Greenfield : estudioso do corpo humano e cérebro com relação ao seus desempenhos, treinador, fisiculturista, Ironman triatlete, atleta espartano profissional, estudioso de anti-envelhecimento, consultor e orador - autor do New York Times Bestseller

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cerveja artesanal - Leveduras Fermento cervejeiro - artigo 011

As leveduras são microrganismos eucarióticos, unicelulares classificados como membros do reino dos fungos.
A linhagem de levedura originadas a centenas de milhões de anos atrás, hoje temos identificadas entre 1.500 espécies.
Estima-se que constituem 1% de todas as espécies de fungos descritas.
As leveduras são organismos unicelulares que evoluíram de ancestrais multicelulares, com algumas espécies tendo a habilidade de desenvolver características multicelulares formando um cordão de células de gemas conectadas conhecidas como pseudohyphae ou hifas falsas. 
Os tamanhos de levedura variam muito, dependendo da espécie e do ambiente, tipicamente medindo 3-4 μm de diâmetro, embora algumas leveduras possam crescer até 40 μm de tamanho.
A maioria das leveduras reproduzem-se assexuadamente pela mitose, e muitas o fazem pelo processo de divisão assimétrica conhecido como brotação.
As leveduras, com seu hábito de crescimento unicelular, podem ser contrastadas com os moldes, que produzem hifas.
Espécies fúngicas que podem tomar ambas as formas (dependendo da temperatura ou outras condições) são chamados de fungos dimórficos (significa "tendo duas formas").

Historia
A palavra "levedura" vem do antigo inglês e da raiz indo europeia - yeast- , que significa "ferver", "espuma", ou "bolha".
Os micróbios de levedura são provavelmente um dos primeiros organismos domesticados.
Os arqueólogos que cavavam em ruínas egípcias encontraram as primeiras pedras de moagem e câmaras de panificação para o pão de levedura, bem como desenhos de padarias e cervejarias de 4.000 anos de idade.
Em 1680, o naturalista holandês Anton van Leeuwenhoek observou microscopicamente a levedura, mas na época não os considerava organismos vivos, mas sim estruturas globulares.
Os pesquisadores duvidavam se as leveduras eram algas ou fungos, mas em 1837 Theodor Schwann os reconheceu como fungos.
Em 1857, o microbiologista francês Louis Pasteur provou no artigo " Mémoire sur la fermentation alcoolique " que a fermentação alcoólica foi realizada por leveduras vivas e não por um catalisador químico.
Pasteur mostrou que, borbulhando oxigênio para o caldo de levedura, o crescimento celular poderia ser aumentado, mas a fermentação foi inibida - uma observação mais tarde chamado de " efeito Pasteur ".
No final do século XVIII, foram identificadas duas estirpes de levedura utilizadas na infusão: Saccharomyces cerevisiae (fermento de fermentação superior) e S. carlsbergensis (fermento de fermentação inferior).
S. cerevisiae foi vendido comercialmente pelos holandeses para panificação desde 1780 enquanto, por volta de 1800, os alemães começaram a produzir S. cerevisiae na forma de creme.
Em 1825, desenvolveu-se um método para remover o líquido para que a levedura pudesse ser preparada como flocos sólidos.
A produção industrial de flocos de levedura foi reforçada pela introdução da prensa de filtro em 1867.
Em 1872, Baron Max de Springer desenvolveu um processo de fabricação para criar levedura granulada, uma técnica que foi usada até a Primeira Guerra Mundial.
 Baron Max de Springer resgatou a ideia de Viena e Áustria para extrair levedura de grãos fermentados e vendê-lo para padeiros e fundou a primeira fábrica de fermento francês em Maisons Alfort, naquela época, os padeiros usavam sua própria massa madre (massa mãe), em alguns casos, acompanhadas de levedura residual das cervejarias.

Nos Estados Unidos, as leveduras transportadas pelo ar de ocorrência natural na fermentação da massa do pão e da cerveja (Lambic), foram usadas quase que exclusivamente até que a levedura comercial fosse comercializada.
Na Exposição do Centenário, em 1876, na Filadélfia, onde Charles Fleischmann exibiu o produto e um processo para usá-lo, resultante pão cozido.

Cerveja – A magia 

Anel de fermento usado por cervejeiros artesanais sueco no século 19 para preservar levedura entre sessões de cerveja.

As leveduras de fabricação de cerveja podem ser classificadas como "top-cropping" (ou "top-fermenting") fermentação de topo e "bottom-crop" (ou "bottom-fermenting") fermentação de fundo.
Leveduras de corte superior são assim chamadas porque formam uma espuma na parte superior do mosto durante a fermentação.

Um exemplo de um fermento de corte superior é Saccharomyces cerevisiae , às vezes chamado de levedura ale.
Leveduras de corte inferior são tipicamente usadas para produzir cervejas tipo lager, embora também possam produzir cervejas tipo ale.
 Estas leveduras fermentam bem a baixas temperaturas. 
Um exemplo de levedura de corte inferior é Saccharomyces pastorianus , anteriormente conhecido como S. carlsbergensis.

Décadas atrás, taxonomistas reclassificaram S. carlsbergensis (uvarum) como membro de S. cerevisiae, observando que a única diferença distinta entre os dois é metabólica.
Estirpes de Lager de S. cerevisiae secretam uma enzima chamada melibiase, permitindo-lhes a hidrolisar melibiose, um dissacarídeo, em monossacarídeos mais fermentáveis.
As distinções de corte superior e inferior e de fermentação fria e quente são em grande parte generalizações usadas por leigos para comunicar ao público em geral.
A levedura de cerveja de corte superior mais comum, S. cerevisiae, é a mesma espécie que o fermento de panificação comum.
Levedura de cerveja também é muito rico em minerais essenciais e as vitaminas B (exceto B 12 ).
No entanto os fermento ou leveduras pertencem a diferentes estirpes, cultivadas para favorecer diferentes características: cepas de fermento de cozimento são mais agressivos, para carbonato de massa no menor tempo possível.
As leveduras nas cerveja atuam mais lentamente, mas tendem a produzir menos aromas e toleram concentrações mais elevadas de álcool (com algumas estirpes, até 22%).
Dekkera / Brettanomyces é um gênero de levedura conhecido por seu importante papel na produção de cervejas "lambic" e especialidades, juntamente com o condicionamento secundário de uma determinada cerveja trapista - belga.
 A taxonomia do género Brettanomyces tem sido debatida desde a sua descoberta inicial e tem visto muitas reclassificações ao longo dos anos.
A classificação precoce foi baseada em algumas espécies que se reproduziram assexuadamente (forma de anamorfo) através do brotamento multipolar.
Na última década, Brettanomyces spp. Viram um uso crescente no setor artesanal da cerveja, com um punhado de cervejarias que produziram cervejas que foram principalmente fermentadas com culturas puras de Brettanomyces spp.
Isto ocorreu a partir da experimentação, uma vez que existe muito pouca informação sobre as capacidades fermentativas da cultura pura e os compostos aromáticos produzidos por várias estirpes de levedura.
Dekkera / Brettanomyces spp. têm sido os temas de numerosos estudos realizados ao longo do século passado, embora a maioria das pesquisas recentes tem se concentrado em melhorar o conhecimento da indústria do vinho.
Pesquisas recentes sobre cervejas preparadas com Brettanomyces,já define que:
O fermento Trois, um tipo de levedura que consome tudo que encontra pela frente, hoje disponíveis na indústria cervejeira.

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cerveja artesanal – Gruit o uso de ervas aromáticas – artigo 010

A origem da cerveja esta bebida popular remonta à antiga Mesopotâmia, precisamente naquela que é considerada a mais antiga civilização da humanidade, a Suméria (atual Iraque).
Como praticamente qualquer açúcar ou alimento que contenha amido pode sofrer fermentação natural, consta que a cerveja surgiu por acaso quando um grupo de agricultores armazenou a colheita dos grãos em vasos a céu aberto. Isso aconteceu na Suméria.
A chuva ou uma infiltração molhou os grãos, essa umidade desencadeou um processo de fermentação, com passar do tempo essa fermentação deu então origem à primeira cerveja primitiva, essa bebida foi batizada de Cerevisia, provavelmente em homenagem a Ceres, conhecida como sendo a “deusa das plantas que brotam” (principalmente dos grãos).
Na idade média, vários mosteiros fabricavam cerveja, empregando diversas ervas, nessa época as cervejas eram fabricadas tipo gruit que era o nome dado a uma mistura de ervas aromáticas usadas para dar amargor, aroma e sabor, à cerveja antes da popularização do lúpulo que foi a partir do século XVI, as ervas usadas eram:
Mil folhas - O nome científico de achillea está ligado à lenda da guerra de Tróia (Aquiles). É também conhecida por erva-do-guerreiro, pois nas guerras era usada para curar os ferimentos dos guerreiros.
Mil folhas
Wild Rosemary - Alecrim
Wild Rosemary - alecrim

Mirica - Gênero único de plantas dicotiledóneas da Ásia e da América, também conhecido por tamargueira.
mírica
Rosmaninho, é uma planta pertencente à família das Lamiaceae cujo nome científico é lavandula stoechas L., a qual é bastante comum na região mediterrânica
rosmaninho
Louro, Laurus nobilis, popularmente loureiro ou louro é uma árvore do gênero Laurus da família botânica das Lauraceae.
Louro
Sálvia, Salvia officinalis é uma pequena planta perene subarbustiva, com caules lenhosos, folhas acinzentadas, e flores azuis a violáceas. Faz parte da família das mentas, Lamiaceae
Sálvia
Gengibre. é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae, originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. No norte do Brasil é também conhecido por mangarataia.
Gengibre
 Camomila, camomila-vulgar, camomila, camomila-alemã, camomilha ou camomila-dos-alemães é uma planta da família Asteraceae. É uma planta com uso medicinal, cosmético, alimentar e em outras áreas.
Camomila
Carqueja  - A Baccharis trimera é uma espécie de Baccharis conhecida popularmente como Carqueja ou Carqueja-amargosa. A carqueja é uma erva espontânea em terrenos baldios e pastos, sendo por muitas vezes considerada daninha.
Carqueja
Lúpulo – angios trepadeira ( Humulus lupulus ) da fam. das canabáceas, nativa de regiões temperadas do hemisfério norte, de folhas inteiras ou divididas em lobos, flores dioicas, as masculinas em panículas frouxas e as femininas em espigas curtas, e frutos aquênicos; engatadeira, pé-de-galo, vinha-do-norte.
Lúpulo
Este último utilizado até hoje e introduzido no processo de fabricação da cerveja entre os anos 700 e 800. 
O uso de lúpulo para dar o gosto amargo da cerveja e para preservá-la é atribuída aos monges do Mosteiro de San Gallo,( Abadia Saint Gall) na Suíça.
Mosteiro de San Gallo
Houve um tempo em que o papel da levedura na fermentação era desconhecido. Na época dos vikings, cada família tinha sua própria vara de cerveja que eles usavam para agitar a bebida durante a produção. 

Estas varas de cerveja eram consideradas herança de família. O uso da vara garantia que a cerveja daria certo. Hoje em dia, sabe-se que estas varas continham uma cultura de levedura.

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