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domingo, 3 de março de 2013

Nova bateria pode revolucionar veículos elétricos

Na Alemanha foi desenvolvido um novo modelo de bateria para veículos elétricos que dá aos automóveis 450 km de autonomia e consegue ser recarregado em até 6 minutos, constituído por um novo material, o polímero de lítio. Esta bateria pode ser a revolução tecnológica esperada pelas montadoras de automóveis para a migração aos elétricos, justamente em dois dos pontos mais críticos, a autonomia e o tempo de reabastecimento.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Comissionamento - Abastecimento veículos elétricos em até 20 minutos - Artigo 04/05

O Projeto Veículo Elétrico (VE), desenvolvido por Itaipu Binacional em parceria com a suíça Kraftwerke Oberhasli AG – KWO, vai começar neste mês os estudos de um sistema inédito de recarga rápida, que prevê o abastecimento simultâneo de vários veículos elétricos em até 20 minutos, sem sobrecarregar a rede elétrica.  Os testes serão realizados de forma incremental, buscando diminuir drasticamente os tempos de recarga. Hoje, para uma recarga completa da bateria de um VE, são requeridas oito horas de espera.
Para os testes do sistema de recarga rápida idealizado pela Itaipu e KWO será utilizada uma nova plataforma de pesquisa e desenvolvimento móvel, que foi adquirida pela Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável (AM.TE) da usina. A plataforma será customizada e integrada em conjunto com a Fiamm Sonick (fabricante de baterias), dentro de um acordo de cooperação técnico e científico no segmento de armazenamento de energia em baterias avançadas.
A plataforma de pesquisa permitirá também a realização de outros estudos, como o armazenamento de energia de fontes periódicas ou não. Simultaneamente, poderá suprir energia de forma controlada, liberando a carga de acordo com a demanda – seja esta demanda oriunda de um conjunto de veículos elétricos para abastecimento ou para o suprimento de energia a pequenas comunidades, inclusive isoladas.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Carro elétrico poderia acelerar entrada do país no clube dos ricos

Carro elétrico poderia acelerar entrada do país no clube dos ricos
Rogério Lessa, Monitor Mercantil (03 de junho de 2011)


Apesar dos problemas gerados ao meio ambiente e à mobilidade urbana, a indústria automobilística ainda se encontra entre os principais players de difusão tecnológica. Nesse contexto, o carro elétrico é apontado por muitos especialistas como alternativa para manter o potencial inovador desse segmento e minimizar suas mazelas.

E o Brasil poderia se tornar um grande produtor, inclusive para a exportação, principalmente se desenvolvesse uma montadora de capital nacional, não necessariamente estatal.

"O Brasil se tornou um centro fundamental de produção e vendas, mas a aposta no carro elétrico tem de estar associada a outras questões, como a mobilidade nas grandes cidades", ressalva o engenheiro Roberto Marx, coordenador do Laboratório de Estratégias Integradas da Indústria da Mobilidade (MobiLAB).

Ele tem dúvidas se ainda podemos ter uma montadora nacional, "mas talvez seja importante pensar isso no contexto do carro elétrico, pois tem tecnologia diferente e ainda não está definido quem vai liderar o mercado", argumenta, reconhecendo que, provavelmente, sejam as tradicionais montadoras ocupem essa posição.

Custo e benefício
De acordo com estudo do Ministério da Fazenda, elaborado em 2010, o custo de rodagem por quilômetro era de R$ 0,23 no carro movido com motor a combustão, enquanto o carro elétrico tinha custo de R$ 0,06.

Além disso, o motor elétrico não emite carbono e o acréscimo de demanda por energia seria amplamente compensado pela substituição dos motores movidos a combustível fóssil. Ao mesmo tempo, o preço de um carro convencional ainda é um terço daqueles movidos a energia elétrica. No entanto, o maior peso está concentrado nas baterias, cujo desenvolvimento tecnológico fará o custo cair substancialmente.

Marx, que também é coordenador do Curso de Capacitação em Análise e Projeto de Negócios no Novo Setor Automotivo na Fundação Vanzolini, entidade ligada à Universidade de São Paulo (USP), enfatiza que a idéia de uma montadora nacional estaria ligada ao fato de que uma empresa nacional, mesmo que privada, teria seu centro de tomada de decisões localizado no Brasil.

"As transnacionais tendem a decidir de acordo com suas conveniências e as pesquisas acontecem nas matrizes. Não fazem nada no Brasil. Essa é a diferença da empresa de capital nacional. Para fazer com que as montadoras tradicionais invistam nisso aqui não é muito fácil, a não ser através de algum incentivo à legislação. Mas parece que não tem muito movimento do governo ou das empresas nesse sentido", lamenta.

Mobilidade
Sobre o problema da mobilidade nas grandes cidades, Marx pondera que a frota no país deve dobrar em quinze anos: "Em 2025 estaremos produzindo seis milhões de carro por ano, enquanto hoje são 3,3 milhões. Estudos econométricos mostram que ficará inviável. Tem de se repensar o padrão de produto."

Segundo o especialista, isso interessa também às montadoras: "Se acharem que venderão sempre mais do mesmo, o colapso será maior. Elas precisam discutir como governo e admitirem uma empresa nacional, desde que fosse encontrada uma forma de manter lucro sem apostar em volumes cada vez maiores de produção e vendas."

Para o professor da USP, a montadora nacional poderia explorar nichos que as tradicionais ainda não ocupam: "Em Vancouver, no Canadá, só são permitidos táxis com motores híbridos. É uma tendência e o carro elétrico tende a entrar nesse nicho", prevê.

Exportações
Gustavo Santos, doutor em Economia pela UFRJ, lembra que o Brasil poderá se tornar um grande exportador, caso desenvolva o carro elétrico e tenha uma montadora nacional. O economista lembra o papel da indústria automobilística na difusão de novas tecnologias.

"Os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações dos países desenvolvidos e Tigres Asiáticos e mais de dois terços das patentes industriais. Essas "indústrias centrais" constituem a base das inovações e da competitividade das nações desenvolvidas, cujos gastos em P&D respondem por 70% dos globais. Quem deseja se tornar desenvolvido, precisa estar presente competitivamente nessa área", resume.

Nos três setores citados, Santos pondera que a indústria metal-mecânica se sobressai às outras, sendo a indústria automotiva o carro-chefe: "O desenvolvimento do sistema Toyota de produção substituiu o fordismo e ajudou a fazer do Japão um país desenvolvido, após ser praticamente destruído na II Guerra. Já a rápida industrialização da Coréia do Sul é resultado, em parte, da engenharia reversa (imitação) no setor automobilístico", exemplifica, lembrando a importância do planejamento e do apoio estatais também no caso da Índia, mais recente.

"A Tata Motors fez alianças estratégicas também com empresas estrangeiras privadas, como a italiana Fiat ou até a brasileira Marcopolo, em 2006. Através de subsidiárias e companhias associadas, a Tata opera na Grã-Bretanha, na Coréia do Sul, na Tailândia e na Espanha", lista, acrescentando que as empresas chinesas, que até recentemente não exportavam, já desenvolvem muitas tecnologias automotivas.

Bateria
Por sua vez, a economista Claudia Martins, professora da Universidade Veiga de Almeida (UVA), lembra que os novos veículos elétricos estão disponíveis no mercado internacional e os avanços recentes com relação às baterias fazem ressurgir essa alternativa como um meio de locomoção urbano.

"A popularização do carro elétrico poderá ser a chave para manter o alto crescimento e para estar preparado para a tendência de motorização elétrica.. O país tem um enorme potencial hidroelétrico a ser explorado, grande volume de gás natural e sol abundante com baixa emissão de carbono a serem aproveitados", salienta.

Cláudia observa que, na história da indústria automobilística, os veículos elétricos mantiveram-se como uma valiosa opção por mais de um século, mesmo perdendo espaço para os automóveis de produção em massa, e com motor a combustão, no início do século XX.

"Hoje o veículo elétrico é imprescindível para a viabilização da economia de baixo carbono, que se baseia em mais eficiência, eletricidade de baixo carbono e mobilidade de baixo carbono. Quanto à mobilidade, o carro elétrico é solução perfeita, pois tem zero de emissão direta e aproveita as fontes alternativas de geração elétrica. Além disso, é também a mais eficiente em termos energéticos, pois se reabastece na frenagem, na descida e não gasta energia em ponto morto", resume Cláudia, doutoranda em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPED/IE/ UFRJ).

Mercado forte
O Brasil produziu 3,6 milhões de unidades em 2010, segundo a Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea). Em vendas, já está em quarto lugar, com 3,5 milhões de unidades. De acordo com a Anfavea, entre 2003 até 2010, já foram vendidas 12,5 milhões de veículos com motor bicombustível. Ano passado, a participação dos veículos com motor flex fuel atingiu a marca de 86%.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Bíblia e o carro elétrico

Por PEDRO VALLS FEU ROSA

Nos últimos anos temos visto o entusiasmo da raça humana com os veículos elétricos, que são silenciosos e não poluem. A alegria é justificável: a poluição do ar mata quase 3,5 milhões de pessoas a cada ano. Podemos dizer, com absoluta certeza, que o carro elétrico é uma das novidades mais cobiçadas dos últimos tempos por todos que desejam uma melhor qualidade de vida.

Porém, segundo a Bíblia, não há novidade alguma! Confira-se: “aquilo que foi voltará a ser, o que está feito voltará a fazer-se, não há nada de novo debaixo do sol”. Pois é. E não é que este texto bíblico está certo? Por incrível que pareça, os carros elétricos foram como os dinossauros: habitaram este planeta durante muito tempo até que desapareceram misteriosamente.

É esta incrível história que o jornalista norte-americano Edwin Black relata em seu livro Combustão Interna, lançado já há algum tempo. Esta obra demonstra como poderosas empresas do ramo de transportes e petróleo se uniram para varrer do planeta o uso do carro elétrico, abrindo caminho para os poluentes motores a gasolina e óleo diesel.

Segundo consta, o carro elétrico foi inventado no já distante ano de 1830. Por volta do ano 1900, inacreditáveis 90% dos táxis que rodavam na cidade de Nova York eram elétricos, como também eram elétricos os bondes utilizados no transporte público. Naquela época proliferavam não os postos de gasolina, mas futuristas estações de recarga.

Eis que algumas grandes empresas perceberam que veículos a gasolina poderiam ser vendidos por preços mais elevados. Segundo o autor declarou, em entrevista à revista Superinteressante, “o plano era vender os carros a combustão a um valor alto, só para os ricos. Até que um fabricante de Detroit resolveu seguir seu próprio caminho. Era Henry Ford, que planejava produzir carros a combustão baratos. Ford teve de enfrentar anos de batalhas judiciais contra os cartéis para conquistar o direito de produzir seus automóveis. Mas, quando finalmente ganhou a guerra nos tribunais, percebeu que os EUA estavam se tornando um lugar sujo com a fuligem gerada pelos motores a gasolina”.

O autor, destacando que nos EUA, já em 1912, algumas revistas e jornais advertiam para os problemas ambientais dos carros a gasolina, registra que houve então nova reviravolta: Ford se uniu ao cientista Thomas Edison em um projeto para produção de um carro elétrico barato e acessível a todos.

Perguntado sobre o que causou o fracasso deste projeto, o autor deu uma chocante resposta: “Uma aparente sabotagem nas baterias. Elas saíam em boa condição da fábrica de Edison, em Nova Jersey, mas não funcionavam quando chegavam à Ford, em Detroit. Em 1914, quando tentava fazer uma bateria à prova de manipulações, seus laboratórios foram destruídos por um misterioso incêndio”.

Sobre o transporte público o autor revela que, em 1925, as vias elétricas transportavam 15 milhões de passageiros por ano nos EUA. Até que, em 1935, um conglomerado de poderosas empresas criou uma tal NCL, ou National City Lines. E eis que esta NCL começou imediatamente a comprar as empresas de transporte que utilizavam veículos elétricos. Após comprá-las, os ônibus elétricos eram queimados, a fim de que não pudessem mais ser utilizados, e substituídos por modelos a gasolina. Segundo denuncia o autor, isto aconteceu em 40 cidades norte-americanas, até que houve uma acusação de conspiração, reconhecida pelo Poder Judiciário daquele país – mas aí já era tarde demais!

O resto da história nós conhecemos: milhões de seres humanos mortos pela poluição do ar e guerras intermináveis pelo petróleo, que ainda semeiam tanta dor e sofrimento pelo mundo afora. Em verdade, a série de desgraças tem sido tão grande que a humanidade já começa a ensaiar um retorno de mais de cem anos no tempo, rumo ao carro elétrico.

Diante do que estes empresários fizeram à raça humana, fico a pensar na acusação de Maquiavel: “a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer a uma vontade presente, ele não pensa no mal que dentro em breve daí pode resultar”. Talvez, em verdade, devessem ser dedicadas a eles as palavras de Pascal: de que vale ao homem conquistar o mundo, se perde a alma?

PEDRO VALLS FEU ROSA é Desembargador do Poder Judiciário Brasileiro, Relator da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e Presidente do Tribunal Eleitoral do Espírito Santo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Brasil terá fábrica nacional de carros elétricos em 2014, diz Eike Batista

Brasil terá fábrica nacional de carros elétricos em 2014, diz Eike Batista

Agência Brasil, 15/09/2010

Rio de Janeiro – O país terá uma frota de veículos elétricos nacionais circulando pelas ruas em 2014. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15/9) pelo empresário Eike Batista. A planta será construída ao lado do Super Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, a um custo inicial de US$ 1 bilhão. Eike afirmou que vai buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ressaltou que a composição acionária da nova empresa será majoritariamente brasileira.

rodução inicial será de 100 mil veículos, totalmente movidos por baterias elétricas, com tecnologia japonesa e europeia. Eike estimou que, há espaço no mercado brasileiro para uma nova fábrica de veículos.

“A gente está enxergando que, nos próximos dez anos, o Brasil vai consumir oito milhões de automóveis por ano. Então, tem espaço para gente nova, tem espaço para a indústria nacional, até pelo carinho que o brasileiro teria em comprar um carro bem feito. Vai ser uma empresa nacional, com know-how estrangeiro”, disse Eike, durante a Exposição Rio Oil & Gas, que reúne as principais empresas de petróleo e gás do mundo.

O presidente da EBX, considerado o oitavo homem mais rico do mundo, frisou que os carros elétricos representam uma tendência definitiva. Segundo ele, as baterias serão de tecnologia japonesa e o restante do veículo – para cinco passageiros e autonomia de 160km – terá concepção e design europeu e brasileiro.

“O negócio do carro elétrico é irreversível. A pessoa que gasta R$ 200 por mês em combustível, num carro elétrico, botando ele na tomada à noite, vai gastar menos que R$ 20. O problema hoje ainda é que o custo inicial da compra do carro está caro, mas o preço das baterias está despencando. Tem uma revolução acontecendo nessa área”.

Entre as facilidades do complexo de Açu para abrigar o projeto, Eike citou a sinergia entre o complexo portuário que está sendo construído, pela empresa LLX, de sua propriedade, duas siderúrgicas, de capital estrangeiro, e uma usina termelétrica, além da existência de estradas de ferro e rodovias para escoamento da produção.

“Só pela logística do Açu, a gente ganha US$ 200 por automóvel, o que é muito dinheiro. Os incentivos naturais estão na eficiência da logística. Vão atracar no Porto do Açu os maiores navios contêineiros, a um custo imbatível. Em qualquer país do mundo, você tem que pensar que o mix de algo montado no país possa ser até 50% vindo de fora. Se você agrega os outros 50% de indústria nacional, mais mão-de-obra, você acaba tendo 70% do coeficiente do país. É isso que a gente quer. A indústria brasileira de autopeças, assim que a gente passa de 20 mil unidades [de veículos], ela se instala em volta”.

Eike não disse quantos empregos terá, mas informou que cada vaga gerada em uma montadora gera 15 empregos nas empresas da cadeia. O empresário espera entrar com projeto de financiamento no BNDES dentro de 12 meses e que o banco terá interesse em apoiar a iniciativa.

O empresário afirmou que este será o primeiro carro brasileiro, depois da experiência do empresário João Augusto Gurgel, nos anos 70 e 80, que chegou a produzir 43 mil veículos 100% nacionais. “Este é o meu conceito”. Perguntado onde Gurgel havia falhado, Eike respondeu: “O Gurgel quis conceber um carro do zero. Na época ele usava motor Volkswagen. Aí ele foi desenvolver um motor próprio, uma caixa de mudança própria e entrou em uma seara complicada”.

Eike ressaltou que o veículo elétrico também deverá receber incentivos por conta de questões ambientais, pois não polui e praticamente não produz ruído. Ainda sem nome determinado, ele sugeriu que a fábrica poderia se chamar FBX, de “Fábrica Brasileira de Automóveis”, mais a letra X, que aparece em todas suas empresas.

domingo, 15 de agosto de 2010

Anunciada primeira fábrica brasileira de motos elétricas

Kasinski: primeira fábrica de motos elétricas

10/08/2010 13:19  - Foto Divulgação

Kasinski: primeira fábrica de motos elétricas
Nova planta no interior do Rio de Janeiro terá investimento de R$ 20 milhões

por Marcelo Cosentino
MotorDream

Rio de Janeiro/RJ - De olho na recente expansão de tecnologias verdes, a Kasinski anunciou em coletiva de imprensa realizada no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, a criação da nova empresa CR Zongshen E-Power (CRZ-E), voltada para a produção de motocicletas e bicicletas elétricas no Brasil.

O primeiro investimento da nova empresa será a construção de uma unidade industrial provavelmente na cidade de Sapucaia, Centro-Sul Fluminense. Os investimentos na planta serão de R$ 20 milhões e o início da produção está previsto para o primeiro semestre de 2011. Lá serão fabricados sete modelos: Duas bicicletas elétricas, duas scooters de 500 kW e 2.000 kW - esta já produzida em Manaus e chamada Prima Electra -, uma moto elétrica delivery de 4.500 kW e ainda uma scooter grande de alta performance de 6.500 kW, o equivalente a 400 cc.

Mais nova empresa dentro do grupo chinês Zongshen Industrial Group, um dos maiores fabricantes de motocicletas do mundo, a CRZ-E espera criar 150 empregos diretos em sua nova unidade fluminense. Os modelos desenvolvidos no Brasil na verdade já circulam no Canadá desde 2004, onde são produzidos por outra empresa também pertencente ao grupo chinês.

"Estamos acompanhando a estratégia global da nossa matriz em criar uma empresa dedicada ao desenvolvimento de veículos movidos a energia alternativa", revelou Claudio Rosa Junior, Presidente da Kasinski.

Único modelo que já é fabricado e vendido no Brasil, a Kasinski Prima Electra alia design europeu e baixíssimo nível de ruído por R$ 5.290. Automática, a pequena motocicleta oferece três modos de pilotagem: econômica, conforto e esportiva, e  conta com potência de 2 mil watts. Segundo a fabricante a motocicleta chega a velocidade máxima de 60 km/h e tem autonomia para rodar 50 km com apenas uma carga.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

(carro elétrico) Ônibus a hidrogênio chegam ao Rio e a SP

Ônibus a hidrogênio chegam ao Rio e a SP

Monitor Mercantil online, 07/07/2010

Ônibus movidos a hidrogênio, que têm como principal vantagem ambiental emitir somente água do escapamento, já chegaram a São Paulo e ao Rio de Janeiro. A expectativa é a de que o país utilize esses veículos na Copa do Mundo, em 2014, e na Olimpíada, em 2016. Entretanto, segundo especialistas, a popularização de carros que usam esse tipo de combustível e evitam a poluição do ar nas cidades e danos à saúde da população só deve ocorrer nas próximas décadas.

No Rio, a previsão é a de que o ônibus desenvolvido pela Coppe (Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) circule neste mês na Cidade Universitária e atenda professores, alunos e funcionários. Depois, ele deve operar em uma linha da Zona Sul. Em São Paulo, o ônibus está em testes com peso (três toneladas de areia) em várias linhas do corredor ABD (São Mateus - Jabaquara). A intenção é que em três meses comece a andar com passageiros.

- Não existem diferenças significativas de desempenho operacional entre esse ônibus e os convencionais. A diferença se dá no aspecto da poluição ambiental, pois o ônibus movido a hidrogênio não apresenta nenhuma emissão de material particulado (mistura de poeira e fumaça) ou gases de efeito estufa - diz Ivan Carlos Regina, da gerência de planejamento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Segundo ele, serão adquiridos mais três ônibus, que devem entrar em operação em 2011.

Mas o avanço tem sido lento. Ennio Peres da Silva, chefe do laboratório de hidrogênio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lembra que o projeto em São Paulo foi feito há 10 anos e só agora está sendo concluído.

- Acho que o aumento da frota vai demorar muitos anos.

As montadoras, porém, estão atentas à tecnologia. Todos os grandes fabricantes já têm seus modelos tecnicamente prontos para comercialização e tentam reduzir os custos.

- Isso deverá ocorrer principalmente com uma grande escala de fabricação.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O carro elétrico nacional

O carro elétrico nacional

www.luisnassif.com.br, qua, 23/06/2010

Nesta segunda-feira, o presidente da República recebeu um estudo preparado pelo Ministério de Ciências e Tecnologia (MCT) sobre o carro elétrico brasileiro.

O temor é que o carro elétrico poderá ser um competidor sério do flex-fue – o motor que aceita álcool ou gasolina. Um caminho competitivo seria o desenvolvimento de um motor que incorporasse também a eletricidade entre as opções.

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Ainda não há muito detalhes do projeto do MCT. Mas algum tempo atrás circulou um estudo audacioso, propondo a criação de uma indústria automobilística brasileira. Os autores são Gustavo Antonio Galvão dos Santos, Bruno Galvão dos Santos (economistas do BNDES). Rodrigo Medeiros (Projetos adjunto de Engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo) e Roberto Pereira D'Araujo, engenheiro eletricista.

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O trabalho analisa, inicialmente, a importância da cadeia produtiva do automóvel. Passa por setores como a metal-mecânica, química e eletrônica, que respondem por 70% das inovações e das exportações mundiais de manufaturas.

Mostra que a migração da indústria tradicional mundial para a China ameaça desorganizar a prosperidade de economias como do Japão e da Europa. O carro elétrico seria uma maneira de proteger essas indústrias, especialmente devido às restrições ambientais cada vez maiores.

Por outro lado, cria riscos à economia do etanol.

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O trabalho lembra que a estatização da General Motors pelo governo americano rompeu com paradigmas anteriores, que vetavam qualquer participação estatal no setor. O trabalho busca deixar de lado questões ideológicas para analisar a motivação do governo dos EUA.

E chega-se à importância do setor automobilístico na inovação, no consumo e nas exportações nacionais. Foi o que levou o governo Obama a fazer o possível para garantir sua sobrevivência e o controle nacional. Por que não foi feito o mesmo com outros setores, que praticamente desapareceram dos EUA, como o têxtil? Justamente pelo peso que representa no setor metal-mecânico – que responde entre 55% e 75% - das exportações dos países desenvolvidos e dos tigres asiáticos.

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O carro elétrico será fundamental para viabilizar a indústria automoibilística de baixo carbono. "Na mobilidade o carro elétrico é solução perfeita, pois tem zero de emissão direta e aproveita as fontes alternativas de geração elétrica. Além disso, ela é também a mais eficiente em termos energéticos, pois o carro elétrico se reabastece na frenagem, na descida e não gasta energia em ponto morto", diz o trabalho.

Os efeitos sobre a cadeia produtiva seriam grandes: "A outra prejudicada será nossa cadeia metal-mecânica, muito concentrada na cadeia automobilística tradicional. O carro elétrico tem menos peças mecânicas e utiliza menos aço, aços especiais, ferro-ligas, ferro-gusa, serviços de fundição, forja e usinagem. Em todos esses setores o Brasil é altamente competitivo e exportador."

A proposta seria a criação de um campeão nacional para explorar o setor.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Como funciona o carro híbrido

Como funciona o carro híbrido:  meio à motor de combustível fóssil, meio à motor elétrico (motor à célula combustível)

O motor à célula combustível é um motor elétrico movido a hidrogênio que ao invés de se inflamar sua reação eletroquímica libera energia elétrica que move o automóvel, isso em um recipiente chamado "célula combustível".

quinta-feira, 1 de abril de 2010