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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Complexo Petroquímico do RJ muda e cidades festejam

Por: Lívia Neder 04/09/2011 O FLUMINENSE

Se há preocupações em relação aos impactos ambientais e sociais, em contrapartida cresce a esperança no desenvolvimento econômico e em novas oportunidades de trabalho

O Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) teve seu projeto inicial alterado e terá agora duas refinarias e utilizará o gás do pré-sal. Isso fez aumentar as expectativas no Leste Fluminense. Se há preocupações em relação aos impactos ambientais e sociais, em contrapartida cresce a esperança no desenvolvimento econômico e em novas oportunidades de trabalho. A previsão inicial era de que todo o empreendimento gerasse 200 mil empregos diretos e indiretos.

O deputado estadual Robson Leite (PT), presidente da Comissão da Alerj de Acompanhamento ao Comperj, acredita que a entrada de mais uma refinaria deva gerar mais 15 mil vagas de trabalho. Ele afirma que a comissão está preocupada com os impactos que os municípios do entorno do empreendimento vão receber, sejam eles positivos ou negativos, e a inclusão de mais uma refinaria aumenta as preocupações existentes.

“A questão ambiental está mitigada no processo de licenciamento e se outra refinaria foi aprovada é porque o órgão competente acredita que é viável, mas vamos fiscalizar. Já a questão social merece uma atenção maior. Estamos debatendo o Plano Diretor Regional, que já deveria estar pronto. Ele vai dar diretrizes para o desenvolvimento de toda a região, e muitos municípios estão atrasados na elaboração dos seus próprios planos”, relata o parlamentar.

Robson Leite informou, ainda, que foi solicitado à presidência da Alerj que a comissão passe de temporária para permanente. O encerramento dela está previsto para o mês que vem.

“Mais importante do que elaborarmos um relatório final é darmos continuidade ao acompanhamento e à fiscalização deste empreendimento, que é o maior da história da Petrobras e vai mudar radicalmente o cenário desta região do Estado. Nosso objetivo é fazer com que os municípios estejam preparados para receber o melhor desta mudança”, declarou o deputado.

A Petrobras informou que o empreendimento foi repensado em virtude do crescimento do consumo de derivados, principalmente a gasolina. Hoje, a companhia importa para garantir o consumo interno, que não para de crescer, com mais veículos circulando. O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli costuma dizer que, antes, as novas refinarias no Nordeste e as do Comperj serviriam para exportar o petróleo do pré-sal depois de refinado, para agregar valor ao produto. Agora, com o consumo interno aquecido, a maior parte dos produtos, como a gasolina, vai ficar aqui mesmo.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ressalta o impacto econômico para o município de Itaboraí, que abrigará o Comperj, e para a região. A primeira refinaria tem previsão para entrar em operação em 2013. A parte petroquímica entra em operação em 2016 e a segunda refinaria em 2018.

“Nossa projeção é de que o consumo de derivados cresça entre 3,8% a 4,5% até 2020. No Brasil, devemos consumir 3,2 milhões de barris por dia. O crescimento econômico de Itaboraí e da região será ainda maior. Serão instaladas indústrias de 2ª geração e de transformação, indústrias consumidoras de material plástico, além de empresas do setor de serviços, entre outras atividades”, afirma Paulo Roberto.

Empregos - Quanto à formação de mão de obra local, Paulo Roberto Costa destaca o treinamento, por meio do Centro de Integração do Comperj, em São Gonçalo, de cerca de 7 mil pessoas de 11 municípios do entorno. Em 2011 serão mais 6 mil pessoas e a expectativa total é de 30 mil trabalhadores treinados.

A Prefeitura de Itaboraí acredita que as modificações do projeto do Comperj serão benéficas para a cidade.

“Aumentando a dimensão de produção, mais empresas se instalarão na região, gerando assim mais empregos. Além de aumentar o poder econômico e financeiro da região”, argumenta o secretário municipal de Trabalho e Renda, Ricardo Guimarães.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Petrobras dobra a capacidade do COMPERJ e construirá porto

Complexo, que vai dobrar de capacidade, chama a atenção de investidores, que já começam a se instalar nos municípios e pretendem construir hotel e porto

A construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, já começa a provocar mudanças na cidade e no município vizinho, São Gonçalo. A obra, que inicialmente teria uma refinaria, agora contará com duas unidades e produzirá, além de matérias-primas para a indústria de plásticos, combustíveis. Sua capacidade passará de 150 mil barris diários de petróleo pesado para 330 mil barris diariamente.

O empreendimento – que deve gerar, até o fim de sua conclusão, 212 mil empregos diretos e indiretos – chamou a atenção de empresários e construtores que já começam a investir na região. Em Itaboraí, o grupo Maio/Paranasa investirá R$ 40 milhões na construção de um hotel com 200 quartos no Centro da cidade. Já São Gonçalo ganhará, em breve, a construção de um porto e o asfaltamento de 22 quilômetros de estrada que ligará o município ao Comperj e facilitará a locomoção de grandes peças necessárias para a construção do polo petroquímico e servirá para escoar a produção.

Para a secretária de Fazenda de Itaboraí, Therezinha Freitas, o Comperj criou inúmeras possibilidades de investimento na região. Nessa primeira fase, de terraplanagem do terreno onde a polo petroquímico será erguido, 116 empresas de construção, engenharia, logística, entre outras, participam das obras, gerando emprego e renda.

“Nessa fase inicial, 106 empresas com sede em outros municípios e dez daqui estão trabalhando na terraplanagem. Cerca de 3 mil empregos estão sendo gerados. Temos muitas etapas ainda a serem cumpridas que vão demandar muita mão de obra, gerar empregos e auxiliar no desenvolvimento do município e região”, explica.

Em São Gonçalo, a chegada do porto trará benefícios imediatos à população. Em reunião com a Petrobras e o Governo do Estado na última segunda-feira, a prefeita Aparecida Panisset e o secretário municipal de Fazenda, Antônio Moreno, acertaram os detalhes para a construção da unidade na praia da Beira, no bairro Itaoca.

“A prefeita pediu para que o acesso ao Porto fosse aumentado de 5,5 metros para 8 metros de calado, com a finalidade de facilitar a entrada de navios maiores, com isso, o investimento vai ter um custo extra de
R$ 240 milhões. A Petrobras já conseguiu R$ 160 milhões em seu orçamento e, em parceria com o governo do Estado, vai arcar com os R$ 80 milhões restantes”, explicou Moreno.

Segundo Aparecida Panisset, os investimentos da Petrobras irão aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) do município em até 50% nos próximos anos. Hoje a arrecadação gira em torno de R$ 7 bilhões.

A construção do porto é necessária, segundo a Petrobras, para viabilizar a chegada das grandes peças que serão usadas na construção do Comperj e auxiliar o escoamento de toda matéria-prima produzida quando o polo estiver em funcionamento. Segundo a prefeita, após um estudo de viabilidade a praia da Beira se encaixou em todos os requisitos.

“A praia ainda deve passar por obras, para permitir que embarcações de grande porte façam carga e descarga, deixando São Gonçalo atrativo para a importação e exportação de produtos”, explicou.

De acordo com Aparecida Panisset, além da construção do porto a cidade terá uma estrada de 22 quilômetros asfaltados para atender as demandas do Comperj.

“Quinze quilômetros dessa via que fará a ligação entre o porto e o Comperj passarão por território gonçalense, o que significa que comunidades de Itaoca, Fazenda dos Mineiros, Jardim Catarina, Ipuca e Guaxindiba serão beneficiadas”, revelou a prefeita, acrescentando que solicitou a municipalização da rodovia, a fim de arrecadar com as concessões.

“São Gonçalo está estrategicamente localizado para atender as empresas satélites e devemos considerar que o aquecimento da economia local já deixou nossa área atrativa aos empresários”, garantiu a prefeita.

Aparecida afirmou que o porto trará riqueza e geração de emprego e renda para o município, sem, no entanto, estimar um número preciso.
Segundo o secretário de Fazenda, a desapropriação de toda a área da rodovia irá aumentar o valor arrecadado com o Imposto sobre a Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI), além de movimentar cerca de R$ 8 bilhões por ano em equipamentos e matéria-prima.

“Teremos um aumento de 2% para 5%” de arrecadação, declarou o secretário.

Fonte: O Fluminense

sábado, 17 de abril de 2010

Petroquímica - Craqueamento




Três rotas principais definem o estudo dos produtos petroquímicos, envolvendo a manipulação de olefinas, compostos aromáticos e gás de síntese.
O uso de olefinas merece destaque, sendo o etano, o propeno e o butadieno as matérias-primas mais relevantes.
Geralmente, altos investimentos são feitos em plantas que utilizam matérias-primas mais pesadas, as quais requerem craqueamento para obtenção dos produtos petroquímicos básicos.
Assim, quando matérias-primas mais leves são empregadas, necessita-se de investimento menor.
A petroquímica é uma transformadora que através de processos químicos de craqueamento onde convertem a nafta em eteno, propropileno e outros produtos nas etapas do processo, convertendo em compostos basicos da produção dos plásticos.
A petroquimica tem dois processos chaves na conversão da nafta em composto basicos do plastico que são o craqueamento e as combinações da nafta com outros derivados do petróleo, como por exemplo, a gasolina e GLP.
Historicamente as Petroquimicas têm o sistema primário do craqueamento da nafta do petróleo bruto sua principal base das conversões de plasticas e dos polimeros.


A matéria prima, normalmente a nafta, é a primeira a ser bombeada através da seção de pirólise (Pirólise = dissolução - É uma reação de análise ou decomposição que ocorre pela ação de altas temperaturas. Onde corre uma ruptura da estrutura molecular original de um determinado composto pela ação do calor em um ambiente com pouco ou nenhum oxigênio) do craqueamento da nafta, que é quebrada no forno tubular na presença do vapor.

O processo de pirólise converte os hidrocarbonetos pesados em frações leves, principalmente eteno e propeno, removendo as moléculas de hidrogênio.
O gás quente efluente do forno, após ter fuido através das sessões de trocadores de calor, onde são resfriados para retardar ainda mais as quebras das moleculas condensando as frações mais pesadas.
As frações pesadas são posteriormente transformadas em óleo combustível e subprodutos.
O gás pode então ser levado à plantas aromáticas para o benzeno e o tolueno de produção.
O vapor gerado na seção de aquecimento é reciclo volta para o forno para sua reutilização.
Os gases de refrigeração são comprimidos e tratadas para remoção de gases ácidos, sêcos ao longo de um desumificante é fracionada em componentes separados em baixa temperatura por meio de uma série de processos de refrigeração.
O hidrogênio e o metano são removidos através de uma compressão e expansão.
O metano é removido distribuído como gás combustível para utilização em fornos, caldeiras e centrais de co-geração.


O hidrogênio é coletado e posteriormente e purificados em uma unidade do balanço de pressão para uso no processo de hidrogenação.
O polímero de etileno e propileno em determinados graus são separadas na seção de resfriamentos.
O etano e propano flui separados e são reciclados de volta ao forno para mais um craqueamento, enquanto o fluxo de misturas são hidrogenadas antes da reciclagem da volta ao forno para mais quebras - craqueamento.

Utilidades
Nas plantas Petroquímicas são necessarias unidades de co-geração onde geram a eletricidade necessária para a Petroquímica e a sua refinaria de petróleo para conversão da nafta nas atividades de craqueamento.
São gerados em unidades de produção o vapor superaquecidos onde são canalizados atraves de tubulações isoladas para serem transportados para unidades das turbinas nas usinas, que produzem eletricidade.


Estes processos também geram outros produtos operados na unidades de utilidades como por exemplo o excesso de vapor, água industrial, água ultra-pura, nitrogênio, oxigênio e ar comprimido.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Remoção de Sulfato no sistema de injeção de água do Mar - SRP


Sulphate Removal Plant - SRP
Nos reservatórios marinhos de petrolífero encontramos água do mar e nela estão contidas quantidades significativas de bário e de estrôncio.
No sistema de injeção de água do mar nos poços (para aumento da produção) podemos causar a geração de bário e sulfato e estrôncio em uma escala alta nas tubulações e equipamentos de produção.
Essa escala tem o efeito de reduzir a permeabilidade do reservatório e também pode ser depositado nos internos da tubulação.
Essa geração de sulfato de bário e estrôncio nos dispositivos e equipamentos de produção de petróleo, são difíceis de serem removidos, uma vez que eles não podem ser facilmente dissolvidos.
A inibição como tratamentos é freqüentemente utilizadas para melhorar a permeabilidade na produção dos poços, mas são extremamente difíceis de controlar e não pode ser aplicada nos complexo e sub-redes do mar ou de armazenamento flutuantes de produção fora dos navios de carregamento (FPSO). Onde os dutos e gasodutos são antigas, tem que ser removidos por meios mecânicos.
Como uma alternativa para esta situação, a instalação de uma planta de remoção de sulfatos (SRP), forma as condições ideais para extrair os sulfatos da água do mar antes da injeção, e são visto como o mecanismo de maior aproveitamento.
O SRP utiliza membranas de nano-filtração para remover os sulfatos, deixando os outros sais (sódio, cloreto, etc) substancialmente reduzidos, mantendo assim a estabilidade e a permeabilidade das argilas.
O mecanismo de rejeição de íons por membranas de nanofiltração é um processo complexo envolvendo diversas variáveis, tais como: a repulsão eletrostática entre as cargas da membrana e do soluto, distribuição do tamanho de poros da membrana, diferença na difusividade e solubilidade.
Muitas empresas utilizam as membranas fornecidas pela Dow Chemical Company, a inventora deste processo.
As membranas são geralmente configuradas em uma SRP com um 2-matriz, salmoura constituindo um arranjo.
Com estas condições, a alimentação de água do mar é introduzido para a primeira matriz de membranas que permite 50% da carga passe através dos materiais das membranas com o sulfato sendo rejeitado na superfície da membrana.
Os 50% rejeitados da água (ou salmoura) é então levado à segunda matriz das membranas onde mais de 50% passa com a água na condição de baixo sulfato.
Os dois fluxos de água de baixo sulfato, são misturados para dar uma recuperação geral de 75% com os restantes 25% de sulfato de maior rejeição sendo lançadas ao mar em segurança, sem pôr em risco o meio ambiente.
Processo de remoção de sulfato
Benefícios de Remoção de sulfato:

• Reduz a concentração de íons de água do mar de cerca de 2.500 ppm para menos de 50 ppm (a temperaturas inferiores a 24 º C);
• Reduz significativamente a precipitação de sulfato de escala nos poços de produção;
• Reduz a quantidade de inibidor de escala necessária e no fundo do poço topsides equipamentos;
• Elimina os impactos econômicos e operacionais decorrentes da ampliação no reservatório;
• Aumenta o índice de produtividade, limitando a constrição do tubo na sua escala;
• Auxilia na manutenção da permeabilidade do reservatório, limitando a formação de entupimento causado pelos encrostamento;
• Evita assim através do controle de bactérias redutoras de sulfato (SRB), os problemas de corrosão nos equipamentos e materiais necessário para lavagem, remoção e tratamento de sulfeto de hidrogênio;
• Reduz os riscos de segurança associados com o sulfureto de hidrogênio;
• Tem um benefício de segurança adicional através da redução de escala e, assim, o potencial natural de material radioativo que pode ser anexado à escala;
• Atende a concepção e critérios rigorosos ambientais relacionados às plataformas off-shore.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Plástico e sua História


A palavra plástico tem origem no grego plastikos, que significa moldáveis, uma característica essencial destes materiais. Os plásticos são materiais constituídos por longas cadeias de moléculas chamadas polímeros.

As descobertas de materiais plásticos:

Reaumur, físico e naturalista francês, que viveu entre l683 e 1757, criador de um termômetro que leva o seu nome e autor de uma monografia sobre “a arte de converter o ferro fundido em aço” previu com bastante antecedência que uma dia se fariam, nos laboratórios, sínteses dos materiais encontrados na natureza.

Por volta de 1840, Keller, modesto produtor de linho caseiro em Hainichen, na Saxônia, e seu amigo Heinrich Volker, igualmente humilde fabricante de papel cuja matéria-prima era os trapos recolhidos nas redondezas, partiram de caroços de cereja reduzidos a pó e criaram o papel de polpa de madeira.

Era, na realidade, a primeira realização química, prática e com aproveitamento em larga escala da celulose, atrás da qual viriam os mais potentes explosivos, os filmes fotográficos, o “rayon”, os plásticos sintéticos, as lacas e os vernizes.

A celulose é o material de que são formadas as paredes das células de todos os vegetais. É insolúvel na água, no álcool, no éter e em todos os solventes habituais de laboratório, mas se dissolve no ácido sulfúrico, numa solução amoniacal de óxido de cobre, e depois de tratada com soda cáustica, no bissulfeto de carbono.

Quimicamente é um hidrato de carbono, parente do açúcar e do amido e reagindo como um álcool. Em forma quase pura, é extraída das fibras do algodão, mas qualquer vegetal a contém: folhas de capim, cascas de árvores, bagaço de cana. Estruturalmente, a celulose é uma dessas moléculas encadeadas e polimerizadas, como a borracha natural.

A década de 1840-50 foi rica de importantes descobertas sobre a celulose. John Mercer, estampador de Blackburn, na Inglaterra, mergulhando panos de algodão num banho de soda cáustica, criou o algodão mercerizado, mais suave ao tacto e mais fácil de tingir. Assim, o algodão mercerizado foi a primeira das numerosas fibras têxteis naturais modificadas pelo homem.

Em 1846, o químico Christian Schönbein, professor na Universidade de Basiléia, tratou o algodão com ácido nítrico e produziu a nitrocelulose, ou o chamado algodão-pólvora. Tal descoberta, porém, ou se perdeu ou não foi devidamente patenteada, e sua autoria é geralmente atribuída ao inglês Alexander Parker, em 1861.

Naquele mesmo ano de 1846, o pintor Louis Nicolas Ménard, desejando obter uma substância para revestir suas telas paisagísticas de Brabizon, dissolveu o algodão-pólvora numa mistura de álcool e éter obtendo uma película de celulose lisa, dura e límpida. Tinha descoberto o colódio , básico para as lacas e vernizes e hoje tão largamente usado.

O Celulóide

As primeira notícias que se tem a respeito da criação do celulóide, que só parcialmente é um material sintético, nos vêm da França, de estudos levados a cabo por H. Braconnete, em 1833. Registram-se também as experiências de Schönbein, na Alemanha em 1845. Mas quem patenteou o novo artigo, em 1865, resguardando os solventes e plastificantes da chamada nitrocelulose, foi um impressor de Albany, Nova York, de nome John Wesley Hyatt, que com sua descoberta ganhou a medalha “Perkin”, conferida pela “British Society of Chemical Industry”.

Hyatt e seu irmão Isaías obtiveram o celulóide produzindo um caldo de duas partes de nitrato de celulose e uma parte de cânfora, gelatinizando depois a mistura sob pressão, na presença de solventes. Dizem os pesquisadores, comentando tal descoberta, não compreendem como Hyatt e o seu irmão sobreviveram às experiências a que submeteram a nitrocelulose.

Alexander Parker, Daniel Spill e outros, mais conscientes da explosividade da mistura, não se atreveram a fazê-lo. Daí Hyatt, que não era um químico, vir a tornar-se o pai da celulóide – um sintético mestiçado, digamos assim – e também o pioneiro da sua industrialização em larga escala.

Por que o fizeram? Para ganhar um prêmio então instituído nos Estados Unidos, de 10 mil dólares, para quem inventasse uma substância capaz de substituir o marfim dos elefantes para bolas de bilhar. Hyatt não ganhou o prêmio, mas ganhou muito mais com a produção do celulóide – Se tornando o arauto da Era Plástica.

A Caseína

Já em 1871, o ilustre químico Adolf von Baeyer, famoso pela síntese do anil, investigara as reações de diferentes fenóis e aldeídos, membros de dois grupos que contêm os nossos conhecidos desinfetantes, mas as abandonara, pois formavam substâncias alcatroadas que endureciam em massas resinosas insolúveis. Em torno de 1890, o Dr. Adolf Spitteler, de Hamburgo, vertendo aldeído fórmico na coalhada do leite, obteve um “quadro negro” de cor branca que lhe fora encomendado. Era o primeiro plástico derivado da caseína, que logo teve imediato aproveitamento na indústria de botões.

O verdadeiro plástico

As resinas fenólicas – ou fenoplásticos – constituem a primeira família, na genealogia das resinas sintéticas.

Por volta de 1870, Leo Hendrik Baekeland, químico e físico belga laureado em quatro universidades de seu país, que chegou aos Estados Unidos no começo do nosso século, criou um papel fotográfico chamado “Velox”, sensível à luz artificial, e cujos direitos vendeu, por um milhão de dólares, a George Eastman, criador da Kodak.

Ora, além de cientista, Baekeland, como vimos, tinha muito tino comercial. Leu e releu tudo quanto havia sobre fenóis e aldeídos. Estava convencido de que o caminho para se descobrir uma goma-laca sintética, com possibilidades comerciais, era a reação do fenol e do aldeído fórmico, ambos abundantes e baratos.

Repetiu todas as experiências já conhecidas, com os mesmos resultados desastrosos, formando substâncias alcotroadas, sujas e intratáveis, resistentes a todos os solúveis. Baekeland sabia que todo o segredo se resumia em interromper no instante exato a polimerização (processo pelo qual as pequenas moléculas se engancham como “clips” umas nas outras para formar uma molécula gigante, como já explicamos). Tentou todos os solventes possíveis, juntou à miscela ácidos e álcalis, mas ora obtinha um produto pétreo, ora uma massa esponjosa...

Um dia, deu-lhe um “estalo”. Bem, se o fenol e o aldeído fórmico geravam uma substância tão rija, por que não pesquisar essa virtude, que lhe vinha parecendo um defeito? Deixou de pensar na goma-laca e pôs-se a pesquisar uma resina que pudesse ser fundida e modelada, que fosse imutável no contorno e na substância, enfim, um material que pudesse substituir o marfim dos elefantes nas bolas de bilhar!

Agora, ao invés de empregar meios de retardar a polimerização, Baekeland buscou como apressá-la. Lançou mão do calor. Numa autoclave, a 200 graus C, obteve, afinal, uma massa esférica, cor de âmbar, cuja superfície já era uma impressão exata, em negativo, do fundo da autoclave, inclusive as junturas e as cabeças dos parafusos.

Estava criada a baquelite – oriunda do seu nome – que, posteriormente, bastante aperfeiçoada, deu origem a objetos dos mais diversos, inclusive as sonhadas bolas de bilhar. A baquelite foi o primeiro plástico real e inteiramente sintético.

Alexander Parker, Químico e inventor inglês nascido em Birmingham, West Midlands, foi quem patenteou a invenção em 1855 a xiloniteou parkesine – mas tarde conhecido no Brasil como baquelite, uma espécie de celulóide e primeiro material plástico sintético, resultante da mistura de nitrocelulose com cânfora, na presença do álcool, cujo processo que foi apresentado na Segunda Grande Exposição de Londres, em Birmingham (1862).

Era um tipo de material orgânico à base de celulose, que ele chamou de parkesina. Quando aquecido, ele podia ser moldado das mais diferentes formas. Aí, era só esperar a mistura esfriar, e o plástico endurecia na forma desejada.

A parquesina foi uma importante invenção, pois podia ser transparente, na sua forma de celulóide, como provou seu desempenho no início do cinema e nos primeiros pára-brisas de automóveis. Mas estava ainda a um passo de ser um plástico genuinamente manufaturado. Fundou a Parkesine Company, estabelecida na Hackney Wick, em Londres (1866) para fabricação da parquesina, mas a companhia não teve sucesso e foi liquidada pouco tempo depois (1868). Na verdade, conforme inventado, ainda era uma modificação das cadeias de celulose naturais, mais do que o resultado de verdadeira polimerização.

A baquelite é uma resina sintética, quimicamente estável e resistente ao calor, que foi o primeiro produto plástico. Trata-se do polioxibenzimetilenglicolanhidrido, ou seja, é a junção dofenol com o formaldeído (aldeído fórmico), formando um polímero chamado polifenol.

Foi inventada cerca de 1909 pelo Dr. Leo H. Baekeland, químico americano de origem belga, que empreendeu suas pesquisas entre 1907 a 1909 e criou, em 1910, a General Bakelite Company para a exploração industrial de suas descobertas. É formada pela combinação por polimerização defenol (C6H5OH) e formaldeído ou aldeido fórmico (HCHO), produtos sintéticos, sob calor e pressão. Rádios, telefones e artigos eléctricos como interruptores e casquilhos de lâmpadas eram formados por baquelite por causa das propriedades de resistência ao calor e isolamento. É resistente ao calor, infusível, forte, arde lentamente, podendo ser laminado e moldado na fase inicial da sua manufactura, de baixo custo e podendo ser incorporado em vernizes e lacas

Os investidores que apoiaram sua idéia logo descobriram que a produção do plástico saía bem mais cara do que imaginavam. Foi só alguns anos depois de sua invenção, que Berthelot polimerizou o estireno (1866) e iniciou outro material que teve grandes conseqüências na indústria da construção, embora não como material para vidraças. Morreu em Londres (29.06.1890) e na virada do século, a tecnologia dos plásticos começou a acelerar-se.

Foi só 20 anos depois que o plástico se popularizou, com a descoberta da baquelita.

Assim (1907) Leo Baekeland, químico belga trabalhando em pesquisas sobre plásticos nos Estados Unidos, descobriu como controlar a reação que deu origem ao fenol formaldeído, conhecido desde o século anterior (1872), que recebeu o nome de baquelita, em homenagem ao seu criador. Ele descobriu, quase sem querer, um tipo de cola artificial que vira plástico. Depois disso, a baquelita tomou o lugar de outros materiais mais caros, e promoveu uma invasão do plástico nas nossas vidas. O plástico foi uma invenção genial e hoje em dia está em toda parte, porque é um material leve, limpo e inquebrável, embora seja um dos maiores problemas ambientais do fim do século XX, no planeta, por ser, na sua maioria, não biodegradável.

Dufraisse e Mureau, em 1922, descobriram os agentes inibidores da polimerização, indispensáveis para a conservação do monômero em estado líquido. Entre 1900 e 1911, o poliestireno já era indicado para substituir objetos então fabricados com celulóide, madeira ou ebanite. A sua verdadeira fase industrial, porém, só se iniciou em 1935, quando alemães e americanos passaram a produzi-lo em larga escala.

O cloreto de polivinillo, ou PVC, se obtém através da polimerização do cloreto de vinilo. Este monômero foi sintetizado pela primeira vez em 1835, pelo químico francês Regnault, que não lhe deu importância. Foi o químico Baumann, em 1872, quem pôs em destaque a tendência do cloreto de vinilo a polimerizar-se sob a ação da luz solar, transformando-se num termoplástico. Estas descobertas, porém, não levaram o PVC a ser industrializado.

A atividade petroquímica tem início em 1919, nos Estados Unidos, a partir dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos durante a Primeira Guerra Mundial.

Durante as décadas de 1920 e 1930, ocorreu o desenvolvimento de métodos de fabricação e uso de olefinas (eteno, propeno e buteno).

Durante as décadas de 1940 e 1950, a atividade petroquímica foi bastante expandida, em função da Segunda Guerra Mundial, e a indústria de refino de petróleo sofreu grande desenvolvimento.

A década de 1950 também estabelece o início da atividade petroquímica no Brasil.

Os ingleses E. W. Fawcett e R. Gibson foram os primeiros a descobrir traços de polietileno sob a forma de um pó branco. A ICI (Imperial Chemical Industries) o patenteou em 1937. Tratava-se de polietileno de baixa densidade. O de alta densidade foi criado pelo Prof. Ziegler, trabalhando para a Philips Petroleum, patente de 1954

Embora criado há um século e meio, o plástico somente alcançou desenvolvimento em escala industrial nas últimas três décadas, ou seja, mais acentuadamente no após-guerra, como dissemos.

Dentre os vários fatores que contribuíram para aquele desenvolvimento, nestes últimos vinte e cinco anos, figura prioritariamente o aprofundamento da teoria da química macromolecular, novos métodos de pesquisa, análise e ensaio, que permitiram a formulação das tarefas do químico com muito maior precisão, e também o progresso na construção de equipamentos de transformação que, por sua vez, possibilitaram a produção racional de grandes quantidades de produtos uniformes.

Em matéria de equipamentos, a indústria dos plásticos está bastante adiantada, podendo-se até dizer que o chamado obsoletismo neste setor ocorre de ano para ano. Eles existem em número crescente, de várias procedências, altamente sofisticados. Prensas e injetores moldam, em alguns segundos, peças de grandes dimensões, complexas e com muitos quilos de peso. Além do progresso puramente tecnológico, é notável o aperfeiçoamento dos controles eletrônicos e de computadores. As injetoras mais modernas são equipadas com sistema de auto ajustagem, seleção e controle de qualidade, orientados por unidades de computadores.

O Plástico no Brasil – Petroquímica

A atividade petroquímica tem início em 1919, nos Estados Unidos, a partir dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos durante a Primeira Guerra Mundial.

Durante as décadas de 1920 e 1930, ocorreu o desenvolvimento de métodos de fabricação e uso de olefinas (eteno, propeno e buteno).

Durante as décadas de 1940 e 1950, a atividade petroquímica foi bastante expandida, em função da Segunda Guerra Mundial, e a indústria de refino de petróleo sofreu grande desenvolvimento.

A indústria petroquímica brasileira começou em 1954 com a instalação da Fábrica de Amônia e Fertilizantes da Petrobrás. Seguiram-se as unidades de polietileno da Union Carbide, de estireno da Companhia Brasileira de Estireno, e de isopropanol e acetona da Rhodia, entre outras.

Em 1962 inaugurou-se a fábrica de sintéticos da Petrobrás, à base de butadieno em parte importado.

Em 1965 o governo excluiu a petroquímica do monopólio estatal e, em 1967, criou a Petroquisa, subsidiária da Petrobrás, para associar-se à iniciativa privada

Em 1967 a Petrobrás inaugurou sua unidade de butadieno.

A indústria petroquímica brasileira foi instalada no regime de capital tripartite: 33% da Petrobrás, por intermédio da Petroquisa, 33% de capital nacional e 33% de capital estrangeiro. Com a privatização, na década de 1990, reduziu-se a muito a participação da Petroquisa, que chega a ser nula em indústrias que atraíram o interesse do capital privado.

Um pólo petroquímico se constitui de fábricas de produtos e de uma central de matérias-primas, que recebe e transforma alguns derivados de petróleo em matérias-primas adequadas para o fornecimento às fábricas. No Brasil, duas regiões se transformaram em pólos naturais de atração para a localização de projetos: São Paulo e Bahia. Na década de 1980 planejou-se a expansão da indústria petroquímica brasileira com a ampliação do pólo de Camaçari, na Bahia, e a instalação de novos pólos petroquímicos. O objetivo é ampliar a capacidade da indústria brasileira e aproximar dos níveis dos países desenvolvidos a produção de eteno, principal matéria-prima para o fabricação de produtos petroquímicos.

domingo, 15 de novembro de 2009

O Gás Natural


O gás natural é um combustível fóssil de ampla utilização mundial.

Ele é encontrado na natureza de maneira semelhante ao petróleo em reservatório profundo no subsolo e resulta da degradação anaeróbica da matéria orgânica.

Em épocas pré-históricas, como decorrência de movimentos da crosta terrestre foram soterrados extensas porções de mares, onde habitavam grandes quantidades de microorganismos, que se degradaram ao longo do tempo sob condições de elevadas pressões e temperaturas.


O gás natural tal como sai do reservatório tem composições variáveis para cada região, mas de forma geral é composto de metano, etano, propano e menores proporções de hidrocarbonetos mais pesados. Além disso o gás natural contém normalmente CO2, N2 e H2S e vapor d’água.

Um dos aspectos importantes do gás natural é sua facilidade de transporte por dutos.
O gás é comprimido em gasodutos na estação inicial de compressão com pressões e entre 70 e 150 kgf/cm2 , ao longo do duto a pressão vai diminuindo e ao atingir valores da ordem de a 30 a 40 kgf/cm2 e novamente recomprimido e assim pode ser transportado economicamente para grandes distâncias.


Existe um gasoduto que transporta cerca de 200 milhões m³ por dia, desde a região dos Urais na Rússia até a Alemanha, vencendo economicamente uma distância de 4000 km.

O gasoduto Bolívia-Brasil inaugurado em 1998 com mais de 3000 km de extensão já movimenta 7 milhões de m³ por dia e poderá movimentar até 30 MMm³/dia.
Após a construção do trecho sul terá um comprimento total de mais de 3000 km e poderá movimentar até 18 Mm³ por dia.

Além do transporte por dutos o gás natural pode ser movimentado sob a forma criogênica, ou seja, o gás é liqüefeito por abaixamento de temperatura e transportado de maneira líquida a temperatura de – 162 °C, normalmente em navios de transporte de gás - Gaiseiros.

Esta modalidade de transporte só é viável quando se trata de movimentação de grandes volumes à grandes distâncias. Normalmente é utilizada quando não há outra alternativa mais econômica como por exemplo o transporte de gás natural do sudoeste da Ásia e da Austrália para o Japão.


Outra solução para o seu transporte e transformá-lo em álcool metílico (metanol) que é um combustível de elevado poder calorífico e muito usado em vários países. O metanol é líquido e pode ser transportado facilmente em diversas modais (marítimos, dutoviários, ferroviários e rodoviários).

O gás natural no Brasil ocupa apenas uma pequena parcela, em torno de 2,5%, na matriz energética porém é projeto de âmbito nacional passar este percentual para 12% até o ano de 2010.
Os consumidores de gás natural não tem necessidade de armazená-lo uma vez que ele é consumido na proporção em que é retirado do gasoduto que o supre. Quanto aos fornecedores o armazenamento, quando necessário, é feito em antigos reservatórios de petróleo ou gás natural já esgotados e domos de sal. O armazenamento sob forma criogênica GNL – gás natural liqüefeito a pressão atmosférica e temperatura de –162 °C, é pouco utilizada face aos altos custos para sua liquefação e revaporização.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Química e Petroquímica e suas diferenças - Glossário do Petróleo


A indústria petroquímica é parte da indústria química. Caracteriza-se por utilizar um derivado de petróleo (a nafta) ou o gás natural como matérias-primas básicas. No entanto, muitos produtos chamados petroquímicos, como, por exemplo, o polietileno, podem ser obtidos tanto a partir dessas matérias-primas como a partir de outras, como o carvão (caso da África do Sul) ou o álcool (Brasil).
As classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito "petroquímica".

O refino de petróleo não é parte da indústria petroquímica, Embora algumas publicações ainda juntem as duas coisas, são indústrias diferentes. O refino de petróleo é parte da indústria do petróleo.

A petroquímica é parte da indústria química. Em geral, entende-se que a atividade petroquímica tem início com a produção do eteno e seus co-produtos, bem como de outros derivados da nafta ou do gás natural, de fins industriais.


A principal matéria-prima usada no setor petroquímico é a nafta, a indústria química utiliza muitas matérias-primas, orgânicas e inorgânicas. A nafta é matéria básica para uma série de produtos, que são chamados de petroquímicos, exatamente porque feitos a partir da nafta (ou de gás natural) e, conseqüentemente, do petróleo.


A indústria química fornece matéria-prima para quase todas as outras indústrias. É difícil imaginar algum produto de consumo em que a indústria química não esteja presente de alguma forma.


O faturamento anual do setor considerado todos os seus segmentos (produtos químicos industriais + produtos farmacêuticos + produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos + defensivos agrícolas + adubos e fertilizantes + tintas e vernizes + produtos de limpeza + fertilizantes + fibras artificiais e sintéticas), a indústria química teve um faturamento líquido equivalente a US$ 36,6 bilhões.


A posição da indústria química brasileira no ranking da indústria química mundial em termos de faturamento líquido esta entre as dez maiores do mundo.

Considerados isoladamente, os produtos mais importados no Brasil têm sido, em geral, as matérias-primas para fertilizantes, embora algumas resinas termoplásticas também apareçam entre os itens de maior valor.

Os mais exportados têm sido a alumina calcinada, resinas termoplásticas e o MTBE.

Glossário do Petróleo:

A
Ácido - Composto químico que, em solução em água, libera íons hidrogênio (H+).

Aerofotogrametria - Método de obtenção de informações topográficas através de fotografias aéreas.

Alçaponamento - Anomalia na geometria de uma seqüência de rochas, Ver trapa.
Álcool - Qualquer composto orgânico que contenha, pelo menos, uma hidroxila (íon OH-) ligada diretamente a um átomo de carbono.

Álcool etílico - Etanol. Derivado do etano, composto por dois átomos de carbono, cinco átomos de hidrogênio e um íon OH. C2H5OH.

Álcool etílico anidro carburante (AEAC) - Comumente chamado de álcool anidro. Utilizado em mistura com a gasolina, com o objetivo de aumentar o poder antidetonante em motores de Ciclo Otto. A quantidade de água encontrada no álcool anidro deve ser ínfima, daí seu nome (anidro = sem água).

Álcool etílico hidratado carburante (AEHC) - Comumente chamado de álcool hidratado. Utilizado no Brasil como combustível em motores de Ciclo Otto. Também utilizado para fins industriais. Contém pequeno percentual de água.

Álcool metílico - Metanol. Derivado do metano. Composto por um átomo de carbono, três de hidrogênio e um íon OH- (CH3OH).

Árvore de natal - Conjunto de válvulas que controla a pressão e vazão de um poço.
Árvore de natal molhada - Conjunto de válvulas, colocado sobre o solo oceânico, que controla a pressão e vazão de um poço submarino.

Asfalto ou Betume - mistura de hidrocarbonetos obtida como resíduo de destilação do óleo bruto e usada principalmente na pavimentação de estradas.


B
Bbl/dia ou bpd - barris por dia.

Barril - unidade de volume equivalente a 158,98 litros.

Barril de óleo equivalente - Unidade utilizada para permitir comparar (converter), em equivalência térmica, um volume de gás natural com um volume de óleo.

Benzeno - Líquido incolor, volátil, com cheiro característico, cuja molécula tem uma estrutura cíclica típica (C6H6). Usado como solvente e como matéria-prima para obtenção de diversos outros produtos.

Betume - Ver asfalto.

Betume natural - Porção do petróleo encontrada no estado sólido ou semi-sólido, nas condições de reservatório. Usado no passado para impermeabilização de esquifes, cisternas, embarcações. Também utilizado para iluminação noturna em tochas, no antigo Egito.

Butano - Hidrocarboneto saturado com quatro átomos de carbono e dez átomos de hidrogênio (C4H10). É gasoso, incolor e possui cheiro característico. Empregado como combustível doméstico e como iluminante. Também utilizado como fonte de calor industrial em caldeiras, fornalhas e secadores.

C
Cabotagem - navegação realizada próxima à costa, podendo utilizar acidentes geográficos, como cabos (daí seu nome), como pontos de referência.

Campo de gás - Área geográfica, na superfície, correspondente à projeção de reservatórios de gás.

Campo de óleo - Área geográfica, na superfície, correspondente à projeção de reservatórios de óleo.

Carburante - Produto químico cuja combustão permite obter energia mecânica em motores térmicos.

Catalisador - Substância que, por sua presença, modifica a velocidade de uma reação química, sem se alterar no processo.

Cavalo de pau - Unidade de bombeio utilizada em poços terrestres, assim designada por sua semelhança com um cavalo de pau.

Chumbo tetraetila - Aditivo utilizado para aumentar o poder antidetonante da gasolina. Por ser altamente poluente e cancerígeno, tem sido substituído por outros aditivos. Brasil e Japão foram os primeiros países do mundo a eliminar totalmente o chumbo tetraetila da gasolina.

Claros - Ver derivados claros.

Ciclo Diesel - Ciclo termodinâmico utilizado em motores, no qual a explosão se dá espontaneamente, em função das elevadas pressões alcançadas. O combustível utilizado nesses motores é chamado óleo diesel.

Ciclo Otto - Ciclo termodinâmico utilizado em motores, no qual a explosão se dá a partir da ocorrência de uma centelha. Utiliza como combustível gasolina, alcool ou sua mistura.

Completação - Conjunto de operações que possibilita a colocação de um poço de óleo ou gás em produção.

Condensado - Hidrocarboneto leve que, nas condições de reservatório, se encontra no estado gasoso, tornando-se líquido à temperatura ambiente.

Coqueamento - Processo para obtenção de coque.

Coque de petróleo - Produto sólido, negro e brilhante, obtido por craqueamento de resíduos pesados, essencialmente constituído por carbono (90 a 95%), e que queima sem deixar cinzas. Bom combustível para metalurgia e indústria de cerâmica.

Craqueamento - transformação por ruptura (cracking, quebra) de moléculas grandes em moléculas menores. Utilizado para transformar óleos pesados, de pequeno valor, em derivados de petróleo mais leves, como GLP e nafta, produtos de maior valor.

Craqueamento a vapor - Craqueamento realizado em presença de vapor d'água.

Craqueamento catalítico - Craqueamento realizado com a presença de catalisadores.

Crosta terrestre - Litosfera. Parte externa consolidada da Terra.

Cru reduzido - Mistura de hidrocarbonetos pesados. É a fração mais pesada do petróleo, obtida no processo de destilação atmosférica.

D
Derivados claros - Designação genérica de alguns derivados de petróleo, entre os quais a gasolina, o querosene e o diesel. Possuem coloração clara, daí sua classificação. São líquidos e pouco viscosos.

Derivados escuros - Designação genérica de alguns derivados de petróleo, entre os quais o óleo combustível e o asfalto. Possuem coloração escura e alta viscosidade.

Desparafinação - Processo que objetiva a retirada de parafinas.

Destilação - Separação de misturas em várias frações por vaporização, seguida de condensação.

Destilação a vácuo - Destilação que se realiza numa coluna de fracionamento a uma pressão inferior à pressão atmosférica.

Diesel - Ver óleo diesel.

Diesel metropolitano - Combustível automotivo com especificações mais rigorosas quanto ao teor de enxofre (menor quantidade de enxofre), para uso no transporte urbano. A menor quantidade de enxofre objetiva reduzir a poluição nas cidades.

Dióxido de carbono - CO2 - Gás carbônico. Gás incolor e inodoro.

E
Escuros - Ver derivados escuros.

Estação de bombeamento - Conjunto de equipamentos destinados a transmitir energia mecânica ao fluido (petróleo ou derivados) para permitir seu deslocamento ao longo dos dutos.

Estrato - Camada de terreno.

F
FCC - Abreviatura de Fluid Catalitic Cracking (Craqueamento Catalítico Fluido) - Processo de craqueamento no qual o catalisador se apresenta na forma de pequenas partículas sólidas, formando um leito fluido.
Fluido - Designação comum a líquidos e gases.

Fluxo bifásico - Fluxo simultâneo de dois fluidos em estados físicos diferentes. Por exemplo: petróleo (líquido) e gás natural (gasoso).

Folhelho - Rocha argilosa folheada e impermeável.

Folhelho betuminoso - Folhelho impregnado com betume. Xisto.

Fóssil - Vestígio ou resto petrificado ou endurecido de seres vivos que habitaram a Terra antes do holoceno e que se conservaram sem perder as características essenciais.

Fossilização - Conjunto de processos naturais que permitem a conservação dos restos ou vestígios de fósseis.

Fração - Parte de um todo. Um dos hidrocarbonetos ou mistura de hidrocarbonetos que compõem o petróleo.

Fracionamento - Separação das partes que compõem uma mistura. Separação dos derivados que compõem o petróleo.

G
Gás - Um derivado de petróleo é denominado gás quando, nas condições de pressão e temperatura da superfície, se apresenta em estado gasoso.

Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - Mistura de hidrocarbonetos leves, gasosos, predominantemente propano e butano. São armazenados no estado líquido através da elevação da pressão ou da redução da temperatura.

Gás natural - Mistura de hidrocarbonetos leves, gasosos (metano e etano, principalmente), obtida da extração de jazidas. Utilizado como combustível industrial, doméstico e automotivo.

Gasoduto - Conduto que permite o transporte de grandes quantidades de gás a grandes distâncias.

Gasóleo - Derivado de petróleo, mais pesado do que a nafta e mais leve que o óleo combustível, obtido no processo de destilação. Utilizado como matéria-prima de processos secundários (craqueamento), para obtenção de GLP e gasolina. Dentro de certos limites, pode ser utilizado como óleo diesel ou como diluente para óleos combustíveis.

Gasolina - Mistura de hidrocarbonetos, que destila entre 30º C e 150º C. Constitui a parte mais volátil do petróleo bruto. Utilizada em motores de Ciclo Otto.

Gasolina natural - Mistura de hidrocarbonetos leves, com algumas características da gasolina, obtidos a partir do gás natural.

Gaseiro - Navio de transporte de GLP - Gás Liquefeito de Petróleo
Geofísica - Ciência que estuda os fenômenos físicos que afetam a Terra. Física terrestre.

Geologia - Ciência que estuda a origem, formação e sucessivas transformações do globo terrestre.

H
Hidrogênio - Elemento químico de número atômico 1, gasoso, incolor.

Hidrocarboneto - Composto químico constituído apenas por átomos de carbono e hidrogênio.

Hidrocarboneto aromático - Aquele que possui, em sua molécula, pelo menos um anel de benzeno.

Hidrogenação - Processo de transformação de um composto não-saturado em composto saturado, pela introdução de átomos de hidrogênio.

Holding - Empresa central que controla um conjunto de outras empresas.

Hulha - Carvão mineral, carvão de pedra.

I
Índice de octano - (octanagem) Indicador da capacidade de um produto resistir a altas pressões sem que ocorra explosão espontânea.

Inodoro - Que não tem cheiro.

Íon - Átomo com excesso ou falta de elétrons, acarretando, respectivamente, carga negativa ou positiva.

Isomerização - Processo de transformação de uma substância em um isômero desta.

Isômero - Composto cuja molécula contém as mesmas espécies e o mesmo número de átomos que outra, mas difere dessa outra em sua estrutura molecular.

J
Jazida - Depósito natural de uma ou mais substâncias úteis.

Jaqueta - Estrutura de suporte de uma plataforma fixa.

L
Laboratório - Local destinado ao estudo experimental de qualquer ramo da ciência, ou à aplicação dos conhecimentos científicos com objetivo prático, como análises de produtos para verificação de seus componentes e características.

Lama de perfuração - Mistura de diversos componentes utilizada durante a perfuração de um poço de petróleo, com o objetivo de manter a pressão superior ao das formações atravessadas e evitar que as paredes do poço desmoronem.

Lâmina d'água - Distância entre a superfície da água e o fundo do mar.

Lastro - Tudo que se coloca no porão de um navio para lhe dar estabilidade. No caso de petroleiros, é utilizada a própria água do mar.

Lubrificação - Ato ou efeito de lubrificar, colocar lubrificante.

Lubrificante - Substância colocada entre duas superfícies, com o objetivo de reduzir o atrito e o desgaste.

M
Metano - Hidrocarboneto gasoso incolor cuja molécula é constituída por um átomo de carbono e quatro de hidrogênio (CH4).

Metanol - (CH3OH) Álcool metílico.

Monobóia - Bóia onde se ancoram navios em alto-mar.

Monóxido de carbono - (CO) Gás incolor e inodoro, altamente tóxico. Produzido na queima incompleta de combustíveis.

N
Nafta - Fração de destilação do petróleo, constituída por hidrocarbonetos de baixo ponto de ebulição. Utilizada como matéria-prima na indústria petroquímica, fornecendo, através de craqueamento, uma grande variedade de produtos.

Navio-cisterna - Navio utilizado para armazenamento da produção de petróleo.

Navio mineropetroleiro - Navio destinado ao transporte de minério e petróleo.

Navio-petroleiro - Navio destinado ao transporte de petróleo e derivados.

Navio-sonda - Navio dotado de equipamentos que permitem a perfuração ou a completação de um poço submarino.

Navio-tanque - Ver petroleiro.

O
Octanagem - Ver índice de octano.

Óleo - Porção do petróleo existente na fase líquida nas condições originais de reservatório, que permanece líquida nas condições de pressão e temperatura de superfície.

Óleo combustível - Mistura de hidrocarbonetos utilizados em grande variedade de equipamentos industriais destinados à geração de energia ou calor. É largamente usado nas indústrias para aquecimento de caldeiras, fornos, fornalhas.

Óleo diesel - Mistura de hidrocarbonetos que tem amplo emprego como combustível em motores a explosão (ciclo diesel), em caminhões, ônibus, tratores, equipamentos pesados para construção, navios, locomotivas, motores estacionários. É também usado como fonte de calor.

Oleoduto - Sistema constituído de tubulações e estações de bombeamento, destinado a conduzir petróleo ou seus derivados líquidos.

P
Ponto de ebulição - Temperatura em que, sob pressão constante, um líquido está em equilíbrio com bolhas de vapor.
Parafina - Mistura incolor de hidrocarbonetos saturados sólidos, extraída do petróleo, utilizada na indústria de velas, papéis, lonas, baterias, pilhas, laticínios, frigoríficos e de determinados produtos químicos. Em química, utilizado como designação genérica dos hidrocarbonetos saturados.
Petróleo - Mistura constituída predominantemente de hidrocarbonetos, que ocorre na natureza nos estados sólido, líquido e gasoso.

Petróleo aromático - Petróleo com elevada composição de hidrocarbonetos aromáticos.

Petróleo bruto - Petróleo no estado em que se apresenta na natureza, sem ter sofrido processamento.

Petróleo naftênico - Petróleo com elevada composição de hidrocarbonetos naftênicos.

Petróleo parafínico - Petróleo com elevada composição de hidrocarbonetos parafínicos.

Petroquímica - Indústria dos produtos químicos derivados do petróleo.

Plataforma auto-elevável - Plataforma marítima com três ou mais pernas de tamanho variável, que pode ser posicionada em locais de diferentes profundidades, apoiando as pernas no fundo do mar, elevando-se acima da superfície marítima.

Plataforma continental - Zona imersa que declina suavemente, a começar da praia até o talude continental.

Plataforma fixa - Plataforma montada sobre estrutura fixa (jaqueta), que se apóia no fundo do mar.

Plataforma semi-submersível - Pataforma marítima com flutuadores, sem apoio no solo submarino.

Poço surgente - Poço no qual o petróleo sobe à superfície espontaneamente, em função da pressão existente no reservatório.

Propano - Hidrocarboneto saturado com três atomos de carbono e oito de hidrogênio (C3H8). É gasoso, incolor e possui cheiro característico. Empregado como combustível doméstico e como iluminante. Também utilizado como fonte de calor industrial em caldeiras, fornalhas e secadores.

Propaneiro - Navio destinado ao transporte de derivados de petróleo gasosos.

Prospecção - Método ou técnica empregada para localizar e calcular o valor econômico de jazidas minerais.

Q
Quadro de bóias - Conjunto de bóias para amarração de um navio.

Querosene de aviação - (QAV) - Derivado de petróleo utilizado como combustível em turbinas de aviões a jato. Também conhecido como querojato.

Querosene iluminante - Derivado de petróleo utilizado como fonte de luz. Também usado como combustível doméstico.

Química - Ciência que estuda a estrutura das substâncias e suas transformações.

R
Refinação - Conjunto de processos destinados a transformar o petróleo bruto em produtos adaptados às necessidades dos consumidores.

Reserva - Volume de petróleo que ainda poderá ser obtido como resultado da produção de um reservatório.

Reservatório - Rocha permeável e porosa onde está armazenado o petróleo.

Resíduo - Fração mais pesada que resta após a retirada das partes leves.

Rocha-reservatório - Rocha porosa com capacidade de armazenar líquidos e gases.

Royalty - Valor pago pelo direito de uso de um bem pertencente a outrem.

S
Sísmica - Técnica de obtenção de informações geológicas através da captação de sinais sonoros refletidos nas camadas subterrâneas.

Sonda - Equipamento utilizado para realizar perfurações.

T
Talude continental - Parede de declividade acentuada, que mergulha da extremidade da plataforma para os abismos oceânicos.

Termodinâmica - Parte da Física que investiga os processos de transformação de energia e o comportamento dos sistemas nesses processos.

Tonelagem de porte bruto (TPB) - Tonelagem total que pode ser embarcada em um navio. Além da carga comercial, inclui combustível, tripulação, víveres, etc.

Trapa - Anomalia na geometria de uma seqüência de rochas, que gera condições de acumulação de petróleo.

Tubulação - Equipamento utilizado para conduzir fluidos.

V
Vaporização - Passagem do estado líquido para o estado gasoso.

Volátil - Líquido que, nas condições ambientes, se torna gasoso