Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Maricá terá porto para pré-sal e Comperj



Governo do Rio investe R$ 5,4 bilhões para levar Porto do Pré-Sal a Maricá
Jornal do Brasil |19/01/2012


O Estado do Rio vai ganhar um importante complexo com investimentos avaliados em R$ 5,4 bilhões. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, o empreendimento Terminais Ponta Negra (TPN), que será instalado na Praia de Jaconé, em Maricá, pela empresa DTA Engenharia, pode ser chamado de Porto do Pré-Sal, já que é destinado à tancagem do óleo a ser produzido naquela região.


A área também tem vocação para se tornar uma das principais âncoras para escoar tanto o óleo do pré-sal para o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, como para abrigar de volta os derivados petroquímicos lá produzidos.


O porto terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 40% da atual produção do país, e vai contar com uma nova tecnologia contra vazamento de óleo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

RJ tem maior concentração de investimentos do mundo, diz Firjan

Rio tem maior concentração de investimentos do mundo, diz Firjan

Até 2013, investimentos públicos e privados somam R$ 181,4 bilhões, mais de R$ 4 milhões por quilômetro quadrado

iG Rio de Janeiro | 19/09/2011

O Estado do Rio de Janeiro vai receber, de 2011 a 2013, investimentos públicos e privados que somarão R$ 181,4 bilhões. Comparado com a dimensão territorial do estado (43,7 mil km2), o volume do investimento é de mais de R$ 4 milhões por quilômetro quadrado, fazendo do Rio o maior concentrador de investimentos do mundo.

Os dados são do estudo Decisão Rio do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), que mapeia os investimentos anunciados para o estado no período de três anos. Na comparação com o Decisão Rio 2010-2012, houve aumento de 45,2% nos investimentos na indústria de transformação, com destaque para o aumento dos investimentos na indústria naval (254%).

No setor de infraestrutura serão investidos R$ 36,3 bilhões; na indústria de transformação, R$ 29,5 bilhões; e, em turismo, R$ 1 bilhão. O setor de Petróleo e Gás receberá cerca de R$ 107,9 bilhões em investimentos da Petrobras e de empresas parcerias. E, para os demais setores, está previsto o total de R$ 6,7 bilhões.

Os principais investimentos são os projetos relacionados à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos (R$ 11,5 bilhões), Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (R$ 9,1 bilhões), Usina termonuclear Angra 3 (R$ 8 bilhões), Usina Termelétrica Porto do Açu Energia S.A. (R$ 5,1 bilhões), Estaleiro da Marinha do Brasil / Prosub (R$ 3,8 bilhões), Estaleiro OSX (R$ 2,3 bilhões), Siderúrgica Gerdau – Consigua (R$ 2 bilhões).

Também se destacam a Brasfels (R$ 1,9 bilhão), o Porto Maravilha (R$ 1,8 bilhão), Eisa (R$ 1,8 bilhão), Complexo Portuário do Açu (R$ 1,8 bilhão), Usina Termelétrica São Francisco de Itabapoana (R$ 1,4 bilhão), Refinaria Duque de Caxias (R$ 1,3 bilhão), STX Europe (R$ 1,3 bilhão), Porto do Sudeste (R$ 1,2 bilhão), Cedae (R$ 1,2 bilhão), Siderúrgica da Ternium (R$ 1,2 bilhão) e Coquepar (R$ 1,2 bilhão).

Interiorização dos investimentos


Apesar de a capital do estado responder por 11,7% do valor total dos investimentos, devido à proximidade dos jogos esportivos, o estudo aponta para a interiorização. O Norte Fluminense receberá 7,7% desses investimentos em função da infraestrutura logística, siderurgia, energia e indústria naval. A região Leste, que responde por 7,3% do total, tem como setores mais importantes as indústrias petroquímica e naval.

O Sul Fluminense receberá 6,3%, com destaque para energia e indústria naval. A Baixada Fluminense responde por 6% do previsto em investimentos ligados aos setores naval, petroquímico, e de transporte/logística.

A região Serrana terá 0,7% dos investimentos, enquanto as regiões Noroeste e Centro-Norte receberão 0,3% cada uma. Além dos setores em destaque, a pesquisa prevê que, no futuro próximo, o estado se destacará pela produção de tecnologia de ponta, considerando a instalação de diversos centros de pesquisa e de tecnologia já em andamento.

domingo, 1 de agosto de 2010

A história industrial do Rio de Janeiro

A história industrial do Rio de Janeiro

Do Portal de Luís Nassif

Do Blog de Marcio Luiz Almeida de Azevedo, qui, 29/07/2010



Atividade Industrial e perspectivas do Rio de Janeiro

1- PRIMÓRDIOS

Durante toda a metade do séc. XIX, os impedimentos para o processo de industrialização no Brasil partiam diretamente da Inglaterra, visto que o país era um bom mercado consumidor para seus produtos. Desde 1810 através do Tratado de navegação e comércio, as relações com a Inglaterra haviam sido priorizadas. Foi somente a partir de 1844, com a Tarifa Alves Branco, que elevou as taxas médias de importação para 44%, e a Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibiu o tráfico de escravos, que tivemos o primeiro impulso no processo de industrialização no país.

O processo de industrialização do Brasil teve início no Rio de Janeiro através do visionarismo do Barão de Mauá. Em 1846 o barão fundou o Estabelecimento de Fundição e Companhia Estaleiro da Ponta da Areia, que no ano seguinte já multiplicara por quatro o seu patrimônio inicial, tornando-se o maior empreendimento industrial do país, empregando mais de mil operários e produzindo navios, caldeiras para máquinas a vapor, engenhos de açúcar, guindastes, prensas, além de artilharia, postes para iluminação e canos de ferro para águas e gás. Deste complexo saíram mais de setenta e dois navios em onze anos, entre os quais as embarcações brasileiras utilizadas nas intervenções platinas (leia-se Guerras) e as embarcações para o tráfego no rio Amazonas. O estaleiro foi destruído por um incêndio em 1857 e reconstruído três anos mais tarde. Faliu de vez quando a lei de 1860 isentou de direitos a entrada de navios construídos fora do país.

Nas décadas seguintes, outros empreendimentos foram surgindo, em sua maioria voltados para a produção de bens não-duráveis e semiduráveis tais como dentrifícios, sabões, bebidas, fumo, alimentos, tecidos, roupas e calçados, destacando-se também a indústria moveleira (bens duráveis). Uma das mais importantes fábricas do período foi a CIA PROGRESSO INDUSTRIAL, uma das primeiras indústrias têxteis do país, fundada em 1889 e situada em Bangu. Data também do fim do séc. XIX a FUNDIÇÃO PROGRESSO, na Lapa, que produzia fogões e cofres.

2- O século XX

Foi no decorrer das primeiras décadas do século XX que a pioneira indústria carioca teve sua dinâmica alterada, perdendo a liderança para São Paulo e passando a ocupar a segunda posição no conjunto da produção nacional, principalmente em função dos lucros excedentes gerados pelas exportações de café por parte dos produtores paulistas. A queda da participação relativa do Rio de Janeiro no cenário industrial do País foi, porém, acompanhada por uma diversificação na produção local, onde se destacaram as indústrias metalúrgicas, de minerais não metálicos, química e farmacêutica, bebidas, editorial e gráfica, além da construção civil.

Conquanto ainda fosse expressivo o peso dos ramos de bens de consumo imediato, os tradicionais produtores de tecidos, vestuário e calçados, já sobressaíam os fabricantes de bens intermediários e até mesmo de bens de capital.

A partir da década de 1930, e integrando o processo de diversificação, um outro fenômeno marcou a história da indústria do Rio de Janeiro: o deslocamento espacial das unidades produtoras, ou seja, o abandono de fábricas anteriormente localizadas nas áreas do centro, zonas sul e norte da cidade, e sua instalação em novas localidades da então capital do Brasil.

Dentre os fatores que teriam promovido tal movimentação, se destacavam:
o progressivo crescimento da cidade; o aumento nas dimensões tanto das empresas quanto das fábricas; a busca de novos mercados consumidores; alterações nos meios de transportes e nos fluxos de energia, além de mudanças tecnológicas da própria indústria. Uma das direções seguidas por esse deslocamento foi através da abertura de novas unidades na periferia da cidade ou em áreas satélites do Rio de Janeiro. Essas mudanças levavam em conta tanto o crescimento interno das fábricas quanto a busca de terrenos mais baratos tendo em vista a valorização de certas áreas da cidade em virtude de obras de urbanização empreendidas pela municipalidade.

Além disso, a construção da CSN no Vale do Paraíba, em Volta Redonda (inaugurada em 1946), atraiu inúmeras novas plantas industriais para a região, tanto do setor metalúrgico, quanto do setor de bens de consumo. Além do mais, a abertura da atual BR-116 (Via Dutra), inaugurada em 1951, e da Avenida Brasil, em 1946, foram fatores fundamentais de espalhamento das indústrias, tendo a Baixada Fluminense sido bastante beneficiada por este processo. A Via Dutra é considerada a rodovia mais importante do Brasil, não só por ligar as duas metrópoles nacionais, mas bem como atravessar uma das regiões mais ricas do país, o Vale do Paraíba e ser a principal ligação entre o Nordeste e o Sul do Brasil. A Avenida Brasil atravessa 28 bairros, fazendo importantes ligações: com a BR-040 (Rio-Belo Horizonte), a Via Dutra e a BR-101 tanto no sentido norte (direção Espírito Santo), quanto no sentido sul (Rio-Santos).

Na década de 60, tentando retomar parte do dinamismo perdido pela atividade industrial na Guanabara (atual município do Rio de Janeiro), o Governador Carlos Lacerda criou o distrito industrial de Santa Cruz, atraindo empresas como a Cosigua (Grupo Gerdau), White Martins e a Casa da Moeda do Brasil, entre outras. Lacerda criou também o distrito industrial da Avenida Brasil.

3- A decadência

A partir da segunda metade da década de 70, o Rio de Janeiro entrou em um processo de decadência econômica bastante acentuada. Entre as causas desse processo podemos apontar:
a) Transferência da capital para Brasília e não-realização dos investimentos prometidos pelo governo federal;
b) A criação do estado da Guanabara, que deixou o estado do Rio completamente órfão de inúmeros recursos;
c) A transferência para Brasília de inúmeros órgãos federais, esvaziando parte da economia do estado;
d) A crise econômica internacional que se arrastou por boa parte da década de 80, com reflexos profundos e duradouros na economia brasileira;
e) O elevado endividamento externo do país e dos estados, maximizado pela subida dos juros internacionais, a partir de 1979;
f) As sucessivas más administrações, sem projetos concretos e de longo prazo para o estado;
g) O arrocho salarial da classe média, a elevação do desemprego e o declínio na formação profissional;
h) A decadência da Indústria naval e a privatização da navegação de cabotagem;
i) A favelização excessiva, a expansão do crime organizado e a precarização de áreas como a Zona Norte do município do Rio.

Como resultados concretos, durante vários anos o PIB foi encolhendo, indústrias foram fechando as portas e o setor de logística, igualmente afetado, foi perdendo pujança, com a falência de dezenas de empresas. Pode-se afirmar que o Estado não soçobrou totalmente devido ao início e à posterior expansão das atividades ligadas ao petróleo na região Norte Fluminense, que atraíram inúmeras empresas de suporte para a região, e até hoje rendem royalties vultosos para o estado e para mais de metade dos municípios.

4- A retomada

A recuperação só começou, ainda que timidamente, na segunda metade da década de 90, com a construção da Volks caminhões em Resende (comprada pela MANN, em 2009). Daí para frente, outras plantas industriais foram sendo atraídas aos poucos para o estado. No entanto, foi a partir de 2003 que o governo federal começou a tomar iniciativas no sentido de revitalizar de vez o parque industrial do Rio, levando em conta suas perspectivas de, a médio prazo, estimular o crescimento industrial do país. O Rio entrou na lista de prioridades por seu significado histórico, por ser o segundo pólo industrial do país e pela localização privilegiada, além de possuir uma boa infra-estrutura e a maior parte das reservas de petróleo do Brasil. Mesmo com as dificuldades de relacionamento com a tacanha governadora, vários projetos foram elaborados. A partir de 2007, em função da visão de longo prazo do novo governador, uma série de projetos começaram a ser implementados.

Atualmente, há inúmeros projetos industriais nos mais variados estágios de implantação, e as perspectivas são de que nos próximos 4 anos o Rio de Janeiro reafirme sua importância histórico-econômica no cenário nacional. Vejamos então, alguns dos setores industriais do estado, alguns dos projetos em implantação e dados econômicos do estado.

A- Atividades industriais implantadas e em implantaçãoO setor mais importante é o petrolífero, pois gera a maior parte das receitas seja através dos impostos e dos royalties, seja devido às exportações. A sede daPETROBRAS fica no Rio, além da REDUC, dos campos exploratórios de gás e petróleo, das novas bacias do pré-sal e do COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro) em Itaboraí, que já está em construção. Além disso, há a refinaria de Manguinhos e o Pólo Gás-Químico de Duque de Caxias.

Outro setor forte é o sidero-metalúrgico. Além da CSN, tradicional siderúrgica de Volta Redonda, a COSIGUA, na Zona Oeste do município do Rio é uma importante siderúrgica com base em sucata. Recentemente o grande conglomerado alemão Thyssen Krupp, associado à CVRD inaugurou uma importante siderúrgica (CSA) em Santa Cruz, com investimentos de mais de 8 bilhões. Em Resende e Porto Real há um complexo metalúrgico graças às fábricas da MANN Caminhões e da PEUGEOT-CITRÖEN, pois em função dessas duas, várias empresas parceiras ali se instalaram. Além disso, ao longo da via Dutra, principalmente na Baixada Fluminense há várias metalúrgicas. A Baixada também vem se notabilizando devido ao setor de cosméticos que cresceu consideravelmente nos últimos anos. O Rio concentra várias grandes empresas dosegmento como L’Oreal, Embeleze, Niely e Suissa. Somente Nova Iguaçu possui cerca de 30 empresas de cosméticos.

Empresas de vários segmentos têm-se instalado em Duque de Caxias, tais como o Jornal O Globo e o Carrefour, aproveitando a privilegiada posição do município, próximo das principais rodovias brasileiras: Linha Vermelha, Linha Amarela, Rodovia Presidente Dutra, Rodovia Washington Luiz e Avenida Brasil, além da proximidade do Aeroporto Internacional Tom Jobim e a distância de apenas 17 km do Centro do Rio, levando seus produtos facilmente para grandes centros consumidores: São Paulo, Minas Gerais e Sul do Brasil. O maior parque industrial do Rio de Janeiro fica no município, tendo empresas cadastradas como Texaco, Shell, Esso, Ipiranga, White Martins, IBF, Transportes Carvalhão, Sadia, Ciferal, entre outras. No cadastro industrial da Firjan, Duque de Caxias ocupa a segunda posição em número de empregados no Rio de Janeiro e a terceira em número de estabelecimentos, atrás apenas da própria capital e de Petrópolis. Em São João da Barra, norte do estado, está sendo construído o complexo do Porto do Açu, um empreendimento da LLX logística. Tal empreendimento irá dinamizar toda a região, gerando empregos elevando desenvolvimento econômico. Fica próximo aos campos de petróleo offshore nas

Bacias de Campos, Santos e do Espírito Santo. Terá seis braços de atracação para navios graneleiros e quatro braços de atracação para contêineres, produtos siderúrgicos, carga geral e embarcações de apoio a atividades offshore. Na retroárea do complexo será construída uma Zona Industrial, com uma área de 7.800 hectares, projetada para abrigar um pólo industrial que incluirá: um terminal para minério de ferro, plantas de pelotização, usinas termoelétricas, um complexo siderúrgico e um pólo metal-mecânico, para atender às demandas das indústrias de petróleo e bens de capital, unidades petroquímicas, refinarias, indústrias cimenteiras e pátios para armazenagem de granéis e carga geral. O projeto também inclui centros de distribuição e consolidação de cargas, instalações para embarcações de apoio a atividades offshore, montadoras de automóveis e clusters de processamento de rochas ornamentais.

O Rio de Janeiro é hoje o terceiro exportador de rochas ornamentais do país. As regiões norte e noroeste do estado possuem condições amplamente favoráveis paraampliação desse setor. Outro setor importante no Rio: o estado sedia 95% da produção de lentes para óculos no mercado brasileiro.

No Rio de Janeiro estão as duas únicas usinas nucleares do país e a terceira já está em fase licitatória. Angra 3 terá potência elétrica de 1.350 MW. Somada às outrasduas unidades (Angra 1 e Angra 2) produzirá energia suficiente para suprir umacidade como o Rio de Janeiro. Ou seja, o Rio de Janeiro é o principal pólo energético do país pois congrega petróleo, gás e energia nuclear.

O setor naval voltou a crescer. Após a derrocada durante os governos Sarney/Collor/FHC, quando foi totalmente sucateado, o setor voltou a produzir, principalmente devido às encomendas de PETROBRAS que orientada pelo presidente Lula, voltou a encomendar plataformas e navios no país. Também agregado à Petrobras, o setor de produção de peças para exploração de petróleo vem crescendo bastante no estado. De olho na grande demanda de tubos que serão necessários para tirar do papel os projetos da petrolífera, a alemã Schulz já iniciou a construção de sua terceira unidade no Brasil. A nova fábrica será instalada no mesmo terreno em que estão as outras duas plantas, em Campos, na Região Norte do estado. O Rio conta com 648 empresas fornecedoras da cadeia de petróleo e novos investimentos estão sendo planejados para os próximos anos.

Há inúmeras outras empresas atuando e planejando novos investimentos como é o caso da gigante francesa Michellin que inaugurou mais uma fábrica no Rio, a Souza Cruz, o setor farmacêutico, a Xerox, o setor cimenteiro, o setor cervejeiro entre dezenas de outros. Seria muito cansativo ficar citando todas as iniciativas.

Para contribuir com este ciclo de desenvolvimento econômico-industrial do Rio de Janeiro o governo federal está construindo em parceria com o governo estadual o Arco Rodoviário do Rio de Janeiro. O Arco Rodoviário é uma das obras mais importantes para o desenvolvimento do estado, pois vai estruturar toda a malha rodoviária da região metropolitana. Cinco grandes eixos rodoviários serão conectados por meio do empreendimento: A BR-101/Norte (Rio – Vitória), BR-116/Norte (Rio – Bahia), BR-040 (Rio – Belo Horizonte), a BR-116/Sul (Rio – São Paulo) e a BR-101/ Sul (Rio – Santos).

A extensão total de nova rodovia construída é de 95,9 quilômetros, sendo 25 sob responsabilidade do DNIT e 70,9 quilômetros pavimentados em convênio com o Estado do Rio de Janeiro. Somando esses segmentos ao trecho já existente, o Arco terá 145 quilômetros de extensão. Quando concluído, ele vai eliminar o conflito entre o tráfego de carga e o trânsito do Grande Rio, facilitando o acesso ao Porto de Itaguaí e contribuindo para tornar menos penosa a migração pendular dos trabalhadores da região metropolitana do Rio de Janeiro. Para finalizar é preciso sinalizar que este artigo tentou mostrar um pouco do histórico das atividades industriais do Rio, e por isto mesmo não teve aintenção de mostrar todo o escopo do processo econômico do Estado. É preciso levar em conta que se o setor primário não tem grande importância para a formação do PIB estadual, o setor terciário é o maior formador do PIB. Este não foi abordado, mas se pensarmos a economia do estado como um todo podemos perceber que está no terciário a grande chance de o Rio de Janeiro dar um salto espetacular em termos econômicos.

Teremos a realização da Copa do Mundo de futebol em 2014 e o Rio sediará os Jogos Olímpicos de 2016. Isto significa que setores como o turismo, o comércio e os serviços de uma forma geral terão de passar por incríveis mudanças nos próximos anos. Ou seja, as perspectivas de expansão econômica do estado do Rio de Janeiro são absolutamente impressionantes. A geração de empregos ficará por muito tempo na casa das centenas de milhares e o setor educacional terá de atender pelo menos uma parcela significativa desta demanda. Obviamente que haverá necessidade de importação de trabalhadores quer de outros estados, quer de outros países como já vem ocorrendo.

Fica claro que o Rio finalmente voltou a ser um grande estado, que está retomando sua posição de destaque na federação.

B- Alguns dados:

ECONÔMICOS-PIB: R$ 419 bilhões (2009 – IBGE)
-PIB per capita: RS$ 26.250,00 (2009 – IBGE)-% do PIB nacional: 13,0% (2009 – IBGE)

ENERGIA-Produção de Petróleo: 1,6 milhão de barris/dia (82% da produção nacional)
-Produção de Gás: 24 milhões de m3/dia (41% da produção nacional)-Energia Elétrica: capacidade instalada de 7.400 MW


EMPREGO E RENDA
-Taxa de Desemprego: 7,0% (2010 - IBGE)-Rendimento Médio do Trabalho Principal: R$ 1.444,00 (MAIO-2010/IBGE)

BALANÇA COMERCIAL-Exportações: US$ 6,2bi (1º quadrimestre/2010)
-Importações: US$ 4,4bi (1º quadrimestre/2010)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Navalshore 2010

Mesmo 20 dias antes da abertura, Navalshore aponta 27% a mais de expositores em relação a 2009

http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=82460 - 23/07/2010

A sétima edição da Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore (Navalshore) 2010, que acontecerá entre os dias 11 a 13 de agosto, no Centro de Convenções Sul da América, no Rio de Janeiro, já registra aumento de 27% no número de expositores na comparação com a edição de 2009, quando registrou 259 empresas. Nesta edição, já estão confirmadas a participação de 320 empresas expositoras oriundas de vários países como, por exemplo, Brasil, Argentina, Japão, China, Espanha, Suécia, Coréia do Sul, EUA, Finlândia, Itália, Noruega, Canadá e Holanda. E a expectativa de público é de ultrapassar a marca de 13 mil profissionais do setor. A organizadora de eventos United Business Media Limited (UBM) adquiriu a participação majoritária da Navalshore.

Com a aquisição da Navalshore, a UBM ganhou maior proximidade com a indústria naval brasileira, um dos setores de maior crescimento no mundo. Além disso, o evento tem grande sinergia com a maior feira de negócios da UBM no Brasil, a Intermodal South America, que tem o setor marítimo como um dos protagonistas. Além disso, a empresa pode acrescentar à Navalshore toda a sua expertise na organização de eventos de grande vulto para a indústria naval, que já é a responsável pela realização da Marintec, a maior feira do setor na China; da Sea Japan, mais importante evento da indústria naval no Japão, e em todo o mundo como um fórum essencial para o lançamento e o desenvolvimento de produtos e negócios no mercado japonês; da China International Boat Show, o maior evento do setor de navios e embarcações da Ásia e também com o mais rápido índice de crescimento em público visitante e número de expositores, e da Cruise Shipping Miami, igualmente relevante para o setor de navegação.

- A Navalshore é a oportunidade de aproximar-se de um mercado que vem demonstrando níveis expressivos de crescimento no mundo e especialmente no Brasil. A feira nos permite também manter a estratégia da empresa de investir em mercados e países concentradores de oportunidades de negócio - disse o diretor da UBM do Brasil, Joris van Wijk, acrescentando que a meta da empresa é fazer com que a Navalshore cresça no mesmo ritimo do mercado, fortalecendo a parceria estabelecida ao longo da história do evento, que se consolidou por oferecer às empresas do setor um ambiente extremamente propício aos negócios.

Mercado - A indústria naval brasileira passa por um momento ímpar, com volume de negócios em espiral ascendente. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o Brasil detém a quarta maior carteira de encomendas do mundo de navios petroleiros, atrás apenas da Coréia, da China e do Japão. Até abril de 2010, as encomendas somavam 132 projetos, entre plataformas de petróleo, petroleiros, navios graneleiros, porta-contêineres, rebocadores e empurradores. E os 28 estaleiros associados ao Sinaval faturaram R$ 5 bilhões em 2009 e planejam encerrar este ano com R$ 5,5 bilhões. Segundo estimativas do sindicato, o setor de construção naval emprega atualmente 300 mil pessoas.

Para dar conta do aquecimento da demanda pelas descobertas do pré-sal e o conseqüente aquecimento na exploração offshore de petróleo e gás, além do recrudescimento da navegação de cabotagem, a indústria planeja sua expansão: estão em análise 17 projetos de implantação de novos estaleiros e cinco outros estudam formas de ampliar sua capacidade. A infra-estrutura do setor está alicerçada em alguns pontos-chave: o aquecimento da indústria pela crescente demanda por petróleo e o lançamento da nova etapa do programa da Petrobras para renovação de frota, em continuidade à Política de Desenvolvimento Produtivo, com vistas a atender ao aumento de produção de petróleo e gás natural e à demanda operacional do pré-sal já em 2012.

As encomendas da estatal já chegam a US$ 17 bilhões apenas na primeira etapa, que deve ser encerrada neste ano. Até 2012, o montante investido pode alcançar US$ 40 bilhões. Adicionalmente, há ainda o Promef, para modernização da frota de petroleiros da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Iniciado em 2005, o programa deve totalizar US$ 4 bilhões em encomendas de 49 embarcações.

Não apenas o setor de petróleo e gás, porém, é responsável pelo incentivo à produção naval no País. A navegação de cabotagem também exige maior frota para fazer frente à intensificação do emprego do modal no transporte de contêineres e granéis.

Recentemente, com a intenção de renovar sua frota militar, a Marinha do Brasil contratou em 2009 quatro navios-patrulha de 500 toneladas, de um total de 17 planejados até 2016.

A UBM Brasil é uma empresa líder global em mídia de negócios. Sediada em Londres e presente em mais de 30 países, atua como provedora de negócios para diversos mercados. O grupo, que conta com 6.500 funcionários, aproxima compradores e fornecedores em todo o mundo por intermédio de eventos especializados e de mídias impressas e eletrônicas.

No Brasil, iniciou sua operação em 1994, sendo a primeira multinacional de feiras a entrar no mercado. Sua equipe tem mais de 15 anos de experiência no setor. A empresa organiza a Intermodal South America, evento líder das américas para os setores de transporte de cargas, logística e comércio internacional, além da CPhI, Food Ingredients, Informex, Health Ingredients, Restaubar e Concrete Show.

Marcelo Bernardes

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Empresa de Eike negocia instalação de outra siderúrgica no porto do Açu

Empresa de Eike negocia instalação de outra siderúrgica no porto do Açu

CIRILO JUNIOR 16/04/2010 -  Folha Online Dinheiro

Enviado a São João da Barra (RJ) - A LLX, braço de logística da EBX, do empresário Eike Batista, negocia a construção de uma segunda usina siderúrgica no complexo do porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense.

O presidente da companhia, Otávio Lazcano, disse nesta sexta-feira que já foram abertas, com um grupo estrangeiro, conversas para a instalação de uma unidade com capacidade instalada de 8 milhões de toneladas por ano. A LLX não teria participação na usina, que seria integralmente do investidor estrangeiro.

Somada à outra siderúrgica que deverá ser construída em parceria com a chinesa Wisco, a produção de aço no porto do Açu somará 13 milhões de toneladas anuais.

Na última quinta-feira, o presidente da China, Hu Jintao, e Eike Batista firmaram protocolo de intenções para a instalação da usina. Os chineses entrarão com 70% do investimento previsto de US$ 5 bilhões, com Batista ficando responsável pelo restante.

Lazcano disse que há um acordo de confidencialidade em torno da negociação com o pretendente da outra siderúrgica, e que a expectativa é que um acordo seja fechado até o fim do ano.

Em relação ao negócio com os chineses, o executivo informou que os trâmites legais estão "extremamente avançados". Os chineses estão fazendo os estudos de viabilidade financeira, e Lazcano afirmou que o contrato para tirar a usina do papel deve ser fechado também no final desse ano.

"Acho que o anúncio da segunda siderúrgica sai junto com os chineses", declarou.

Lazcano ciceroneou o vice-ministro de comércio da China, Jiang Yaopeng, e uma comitiva de 100 empresários chineses em visita ao porto do Açu, na manhã desta sexta-feira. Ao todo, o porto do Açu tem investimentos totais estimados em pouco mais de US$ 40 bilhões, com início das operações previsto para 2012.

Yaopeng disse que Brasil e China têm confiança política mútua, e destacou o aumento das trocas comerciais entre os dois países. No ano passado, o fluxo de negócios entre Brasil e China somou US$ 42,4 bilhões.

"As empresas chinesas contrataram US$ 4,8 bilhões em obras no Brasil, dos quais US$ 3,6 bilhões já foram concluídos. As economias dos países têm grande complementaridade", observou.

A LLX firmou memorando de entendimentos com as petrolíferas Shell e Devon -- recentemente adquirida pela BP -- para a construção de uma unidade de tratamento para até 1,2 milhão de barris diários de petróleo, que serviria basicamente para "limpar" o petróleo extraído da bacia de Campos, separando o óleo da água.

Lazcano explicou que, com o tratamento feito no porto, as empresas reduziriam os custos de frete do petróleo que seria embarcado por ali. A OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, também utilizaria a estrutura. O pedido de licença ambiental já foi feita junto ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente).

"Aqui é o quintal da bacia de Campos, não há lugar melhor para ser base de suporte da indústria do petróleo", afirmou Lazcano.

Repórter viajou a convite da LLX

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Megacomplexo siderúrgica entra em operação no Rio


ThyssenKrupp CSA inicia algumas operações no Rio



Qua, 14 de Abril de 2010 - Valor Econômico/ Genilson Cezar, para o Valor, de São Paulo
Depois de várias idas e vindas, provocadas pelo impacto da crise financeira mundial, o megacomplexo siderúrgico da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), parceria do grupo alemão ThyssenKrupp e a Vale, que está sendo construído em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, deve começar a operar algumas atividades. A usina vai funcionar numa área de 9 milhões de metros quadrados, como várias fábricas interligadas, para produzir a placa de aço, que é o produto final. O porto do complexo industrial, localizado às margens da Baía de Sepetiba, que tem capacidade de importar 4 milhões de toneladas de carvão e vai exportar 5 milhões de placas de aço, já está em operação.

O pátio de armazenamento de minério e de carvão também está ativado e recebe os primeiros embarques do carvão importado e as primeiras encomendas de minério enviado pela Vale. A unidade da termoelétrica foi testada e condicionada para entrar em operação com o processo de produção todo, e a sinterização do aço, igualmente, está em fase de testes e condicionamento.

"Temos um processo parcialmente inaugurado, mas alguns processos ainda estão sendo testados e finalizados. Estimamos que a produção de placas ocorra em meados deste ano", avalia Rodrigo Tostes, vice-presidente financeiro da ThyssenKrupp CSA. "Trata-se de um programa complexo de implantação e estamos concluindo os testes das plantas de água, de oxigênio, da própria termoelétrica, das turbinas, dos altos fornos e da aciaria. A produção plena, com os dois altos fornos, deve demorar mais um ano para chegar ao seu nível máximo", diz.

A grande complexidade do empreendimento, segundo ele, é que nenhuma empresa no mundo construiu uma planta para produzir 5 milhões de toneladas de aço de uma vez, sem passar por etapas de expansão. O megaprojeto envolve € 5,2 bilhões, dinheiro investido pela ThyssenKrupp CSA com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Tostes admite ter havido problemas durante a construção por dificuldades orçamentárias, mas garante que a planta vai atender aos interesses dos investidores.

"É o maior investimento privado do Brasil nos últimos anos. e a estratégia do projeto faz parte de um crescimento global que o grupo ThyssenKrupp traçou para os próximos anos. Vamos exportar 60% dessa produção para os Estados Unidos e 40% para a Europa, especialmente para a Alemanha. Estamos falando de um aumento da balança comercial na faixa de US$ 1 bilhão, e crescimento da exportação de aço de 40% do aço brasileiro", afirma.

Mais conhecida no Brasil pela sua atuação na fabricação de elevadores e escadas rolantes, a ThyssenKrupp aporta no Rio seu primeiro investimento no mercado siderúrgico. "O objetivo é fortalecer a nossa participação no mercado europeu e principalmente nos países que integram o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio-Nafta (Estados Unidos, México e Canadá", diz Tostes. No Brasil, a planta abre grandes perspectivas de emprego, numa regiões mais carentes do Rio, que é o distrito industrial de Santa Cruz. No canteiro de obras, desde o início da construção, foram envolvidas cerca de 150 mil pessoas, entre empregos diretos e terceirizados. Quando a planta estiver em operação plena, em meados de 2011, terá 3,5 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos, além de movimentar mais de 20 mil fornecedores.

A concepção da usina, de acordo com Tostes, orienta-se por adotar modernas tecnologias e rígidos padrões ambientais. Segundo ele, antes mesmo de iniciar suas operações, a planta tem projetos voluntários para redução de emissões que totalizam o volume de 1,7 milhão de toneladas anuais de CO2. Desse total, 1,1 milhão de toneladas correspondem à redução proporcionada pelo fornecimento de escória a ser destinada a uma fábrica de cimento portland da Votorantim que funcionário dentro do complexo siderúrgico.

domingo, 28 de março de 2010

Produtor de Água e Florestas


Programa Produtor de Água é lançado no estado do Rio de Janeiro
O programa visa à proteção e manutenção da Bacia Hidrográfica do rio Guandu, responsável pelo abastecimento de água de aproximadamente 7 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio de Janeiro

No dia 11 de maio de 2009, foi lançado o programa Produtores de Água e Floresta, no município de Rio Claro, no Rio de Janeiro, com o objetivo de remunerar proprietários rurais pela restauração florestal e manutenção de florestas “em pé” de suas propriedades. 

O programa é uma iniciativa do Instituto Terra de Preservação Ambiental, The Nature Conservancy (TNC), Secretaria de Meio Ambiente do RJ, Instituto Estadual do Meio Ambiente do RJ, Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Guandu e Prefeitura Municipal de Rio Claro, e pela primeira vez acontece no estado.O evento aconteceu no Colégio Estadual Presidente Benes, em Lídice - Rio Claro e contou com a presença do governador do RJ e do ministro do Meio Ambiente, além de várias outras autoridades estaduais e municipais.

O programa consiste no pagamento pelos serviços ambientais – no caso proteção e produção de recursos hídricos – providos pelos proprietários rurais da região que passam a ser denominados Produtores de Água e Floresta. Parte dos recursos para o pagamento são provenientes de grandes usuários de água da Bacia Hidrográfica do rio Guandu coletado pelo comitê da bacia, Durante o evento foi efetuado o pagamento aos 18 primeiros proprietários rurais que já aderiram ao projeto.

A área piloto do programa tem 5.000 hectares e está localizada na micro-bacia do rio das Pedras, situada no alto da Bacia do Guandu, no município de Rio Claro, onde nasce o rio Piraí - considerado o mais importante rio do sistema Guandu.
Responsável por cerca de 80% do abastecimento de água e 25% da geração de energia elétrica para a região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, beneficiando aproximadamente 7 milhões de pessoas. 

A expectativa dos parceiros do projeto é iniciar os estudos para ampliação do Programa para mais duas bacias até o final do ano.

O valor a ser pago pode chegar até R$ 60,00 por hectare/ano, a depender das particularidades de cada propriedade. Esse valor foi seriamente calculado de acordo com o custo de oportunidade local, localização e qualidade das florestas conservadas. 

Atingindo valores equivalentes ao lucro que os proprietários teriam se utilizassem a terra para outros usos, como a pecuária de corte ou leiteira. Em alguns casos, os proprietários poderão receber até R$ 6.000,00.

Os critérios utilizados para a escolha dos proprietários participantes foram: intenção de conservação ou restauração, quantidade de áreas prioritárias para a produção de água dentro da propriedade, estado de conservação de suas florestas e estar na área de abrangência do projeto, ou seja, na microbacia do rio das Pedras, inserida dentro da bacia do rio Piraí - Lídice - Rio Claro.
A região do projeto se encontra dentro do chamado ‘Corredor de Biodiversidade Tingua-Bocaina’. Esse corredor conecta os maciços florestais representados, de um lado, pela Reserva Biológica do Tingua, na região central fluminense, e de outro, o Parque Estadual da Serra da Bocaina, no litoral sul. Sua área total soma 195.000 hectares de floresta no estado do Rio de Janeiro. 

O Ministério do Meio Ambiente e a UNESCO reconheceram esse corredor como sendo um das áreas prioritárias mais importantes para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. 

A região Corredor Tinguá-Bocaina é considerada também o ponto mais crítico de fragmentação do cordão da Serra do Mar, que é a maior extensão contígua de Mata Atlântica ainda existente, se estendendo do Paraná até o Rio de Janeiro. Vários animais ameaçados de extinção habitam o local como a onça pintada, a suçuarana, a jaguatirica, o sagüi-de-serra-escurro e outros.

É dentro dos limites deste Corredor que correm os rios que formam o sistema Guandu, que por sua vez abastece toda a região metropolitana do Rio de Janeiro.
A estratégia é fomentar diversas tecnologias de conservação, restauração florestal e uso sustentável que permitam esta re-conecção tão importante para a biodiversidade e para o abastecimento da população.

Os “Corredores de Biodiversidade” tratam-se de um mosaico de diversos usos do solo interligados por grandes blocos de florestas, contínuos ou não, que cobrem milhares de hectares, em paisagens entremeadas por áreas de usos humanos, como agricultura, cidades e rodovias, e grandes áreas verdes.

Da perspectiva da biodiversidade, os corredores são regiões críticas para a conservação, pois visam conectar fragmentos florestais, garantindo assim as interações ecológicas e a troca genética entre as espécies de
populações de grandes mamíferos, como a onça pintada (Panthera onca), por exemplo, precisam de no mínimo 20.000 hectares de floresta tropical para que seja mantida a saúde e a estabilidade da espécie.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pré-sal concentrará investimentos no Rio

Pré-sal concentrará investimentos no Rio
 
Petrobras decidiu manter somente Macaé como base da produção da Bacia de Campos

PETROBRAS RECUSA PROPOSTAS PARA PRIORIZAR BACIA DE SANTOS
Monitor Mercantil (18 fev. 2010) - A Petrobras decidiu concentrar em Itaguaí, no Estado do Rio de Janeiro, seus investimentos no pré-sal. A informação é do jornalista S. Barreto Motta, na sua coluna "Primeira Linha".
Motta acrescenta que a estatal vai manter Macaé, no Norte do estado, como base apenas da Bacia de Campos e rejeitou a oferta do Estado de São Paulo de concentrar em Santos os investimentos para o pré-sal.
Com isso, prevê que a Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro e o Sul Fluminense vão receber, nos próximos anos, "toneladas de investimentos".
Ele destaca que a decisão não é política nem tem relação com as boas relações entre o presidente Lula e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).