terça-feira, 14 de agosto de 2012
Reserva Estratégica - Água, Alimento, Petróleo e Terra
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Descoberta de reserva gigante cria corrida do gás em MG
Leia também: No Caminho do Fogo, basta um fósforo para incendiar a água
sábado, 8 de outubro de 2011
Exposição e conferência da indústria naval e offshore em Niterói
A indústria naval brasileira vem atingindo patamares de resultados invejáveis, impulsionada principalmente pelo contínuo crescimento da produção do pré-sal. Com foco na cadeia produtiva naval e offshore, a Niterói Naval Offshore Expo and Conference será um espaço voltado para a realização de grandes negócios, exposição de bens e serviços, Rodada de Negócios promovida pelo SEBRAE e FIRJAN, Conferência e Ciclo de Palestras, canalizando as atenções de empresários nacionais e internacionais, autoridades, administradores e interessados do setor.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Polo Naval do Rio Grande: Plataformas de petróleo em série
Presidente Lula inaugura Polo Naval do Rio Grande
Rio Grande do Sul - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugurou no dia 21 de outubro (quinta-feira), em Rio Grande (RS), o Polo Naval do Rio Grande (RS), acompanhado pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. No pólo serão construídos cascos de plataformas em série, operação inédita no mundo. O dique-seco, estrutura integrante do Polo, é considerado o maior do hemisfério sul.
Em seu discurso, Lula destacou a revitalização da indústria naval. ‘Nós não tínhamos mais engenharia naval e ferroviária neste país. Estávamos predestinados a importar produtos que já havíamos produzido no passado”. Para o presidente Lula, o Polo é um exemplo da retomada do desenvolvimento da indústria no país.
O presidente da Petrobras também destacou o impulso dado à indústria naval. “ A indústria naval foi reerguida pelas decisões da Petrobras e da sua subsidiária Transpetro de adquirir navios e sondas no Brasil, gerando emprego e renda para os brasileiros". Gabrielli lembrou que as unidades da plataforma P-55 já estão em construção no estaleiro Rio Grande. “ A indústria de petróleo precisa de equipamentos e nós temos condições de construí-los neste país".
Os presidentes da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto, da Transpetro, Sergio Machado e o diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, também participaram da cerimônia.
O Polo consiste em uma infraestrutura de 430 mil m2 para construção e reparos de unidades marítimas (offshore) para a indústria do petróleo, tais como plataformas flutuantes de perfuração, produção e de apoio. A nova estrutura permitirá o aumento da competitividade nas licitações com a entrada de novas empresas, possibilitando redução nos preços e nos prazos dos futuros projetos.
A construção do Polo Naval teve início em agosto de 2006 e sua obra gerou cerca de 1.400 empregos diretos (média mensal). A principal instalação do Polo é o dique seco, com 350m de comprimento, 130m de largura e 17,1m de altura e equipado com um pórtico capaz de erguer até 600 toneladas. Um dique dessas dimensões (entre os maiores do mundo) permite a construção simultânea de dois navios petroleiros ou duas plataformas. No dique também poderão ser docadas plataformas ou navios
O Polo Naval inclui também ampla área para montagem de estruturas e de equipamentos, cabines climatizadas para pintura, equipamentos para movimentação de carga, dois cais de atracação que permitem os serviços de acabamento, oficinas para processamento de aço e tubulação e diversos sistemas, tais como: ar comprimido, gases industriais, elétrico, coleta e tratamento de efluentes etc. As instalações do Polo estão dimensionadas para comportar até 5 mil pessoas trabalhando e permitirão também que se forme mão-de-obra especializada em construção offshore.
Revitalização da Indústria - A construção do Polo Naval irá revitalizar a indústria de bens e serviços de Rio Grande e cidades vizinhas, gerando empregos diretos e indiretos. Uma vez que o país não possui instalações de porte similar, esse empreendimento vai permitir que serviços antes feitos no exterior possam ser feitos no Brasil, ampliando o conteúdo nacional das obras.“Será uma grande oportunidade para desenvolver a mão de obra regional, em profissões como soldador, montador e pessoal de planejamento. O desafio está lançado”, avaliou o gerente setorial de Construção e Montagem do Deckbox da P-55, José Luís Rodrigues da Cunha, durante coletiva que antecede a inauguração do empreendimento.
Durante a entrevista, o gerente de Implementação de Empreendimentos de Plataformas para o Pré-sal, Márcio Ferreira Alencar, ressaltou os benefícios do Polo Naval para todo o país. “Os cascos aqui do Rio Grande, além de todas as atividades de integração dos módulos, preparação, testes e o transporte dos navios para o pré-sal da Bacia de Campos e de Santos vão desenvolver a economia da costa brasileira e do interior, devido à necessidade de sub-fornecedores”.
O Polo também vai permitir que sejam construídos em série cascos para plataformas, o que trará vantagens como o aumento da produtividade, padronização de processos e redução de custos, além de evitar a dispersão de mão de obra ao fim dos projetos.
As instalações do Polo Naval já estão sendo utilizadas para a construção dos módulos da plataforma P-55. O deckbox da plataforma, cuja montagem está em andamento no local, receberá os módulos e equipamentos que compõem a unidade. A união (mating) do casco inferior, que está sendo construído em Pernambuco, com o topside e a integração final da P-55 serão executadas em Rio Grande.
A partir do primeiro semestre de 2011 também deve começar a construção de oito cascos para plataformas do tipo FPSO. A Petrobras tem o direito de uso exclusivo do Polo por 10 anos, através de contrato de locação.
Dados do Polo Naval do Rio Grande: Área total do Polo Naval: 430.000 m2- Área das oficinas: 20.000 m2 - Dimensões úteis do dique seco: 130,0 X 350,0 X 17,1 m- Área útil do Dique Seco: 45,5 mil m2, comprimento do Cais Norte de 42 m, comprimento do Cais Sul de 350 m, capacidade do pórtico de 600 t , capacidade da oficina de estruturas de 1.000 t/mês , capacidade da oficina de tubulação de 4.000 spools/mês (trechos de tubulações) e permite a construção de qualquer tipo de plataforma.
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=135344
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Descoberta jazigas de gás natural na bacia do rio S. Francisco
Depois de duas décadas de estudos, a Petrobras abandonou a iniciativa, o que levou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) a fazer nova licitação das áreas. A busca pelo gás natural recomeçou em julho, com perfurações de até 2.500 metros de profundidade. Em Morada Nova de Minas, o gás foi encontrado a 1.440 metros.
A bacia do São Francisco é considerada de grande potencial para a descoberta de gás natural, com características semelhantes às da Sibéria (região que se estende pela Rússia e pelo Cazaquistão). Especialistas dizem que seria o caminho mais fácil para que o Brasil, como aconteceu com o petróleo, alcance a autossuficiência em gás, eliminando a dependência da Bolívia.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
OGX descobre gás natural no Maranhão, estimado em meia Bolívia
FOLHA DE SÃO PAULO - 12/08/2010
A OGX Maranhão identificou a presença de hidrocarbonetos no poço OGX-16 na bacia do Parnaíba, anunciou a companhia em fato relevante divulgado nesta quinta-feira. Os testes apontam para altas pressões e presença de gás natural.
A OGX Maranhão, sociedade formada entre a MPX Energia S.A. (33,3%) e a OGX S.A. (66,6%) --ambas do grupo EBX, do empresário Eike Batista--, é a operadora e detém 70% de participação nesse bloco. Os outros 30% são da Petra Energia S.A.
"Essa descoberta abre uma nova fronteira exploratória em uma bacia terrestre, fato que não ocorria há aproximadamente duas décadas no Brasil" comentou Sr. Paulo Mendonça, diretor geral da OGX, no documento. "Essa descoberta marca o início da materialização de um importante complexo de geração térmica a gás natural no Brasil,", afirmou Eduardo Karrer, CEO da MPX.
Com os dados sísmicos obtidos até o momento, já foram mapeados em torno de 20 novos prospectos, "sinalizando para o altíssimo potencial dessa região da bacia, na qual a OGX Maranhão detém 7 blocos, totalizando 21.000 km", diz a companhia no fato relevante.
O Complexo de Geração Térmica do Parnaíba, parceria entre a MPX e a Petra Energia, já possui licença prévia para a implantação de usinas a gás natural, que, somadas, podem chegar a.863 MW.
Potencial de reservas da OGX no Maranhão equivale a "meia Bolívia", diz Eike Batista
FOLHA DE SÃO PAULO - 12/08/2010
O empresário Eike Batista estimou que o potencial das reservas da OGX Maranhão, sociedade formada entre a OGX e a MPX Energia, seja de 10 trilhões a 15 trilhões de pés cúbicos de gás, o equivalente a 15 milhões de metros cúbicos por dia.
"É meia Bolívia. É metade do que o país entrega para o Brasil pelo gasoduto Brasil-Bolívia", afirmou o empresário nesta quinta-feira. O Gasbol, como é conhecido o gasoduto, tem capacidade de transporte diária de 30 milhões de metros cúbicos.
Segundo Eike, são produzidos diariamente, no país, cerca de 60 milhões de metros cúbicos de gás. "Os 15 milhões de metros cúbicos que estamos querendo produzir seriam 25% da produção diária brasileira", acrescentou Batista, que é presidente do conselho de administração da OGX e da MPX.
Por volta das 14h40, as ações da OGX na Bolsa de Valores de São Paulo subiam 3,1%, enquanto o Ibovespa registrava quase estabilidade (0,08%).
De acordo com fato relevante divulgado nesta quinta-feira, a OGX Maranhão identificou a presença de hidrocarbonetos no poço OGX-16 na bacia do Parnaíba e testes apontaram "para altas pressões e presença de gás natural".
A OGX Maranhão, sociedade formada entre a MPX Energia S.A. (33,3%) e a OGX S.A. (66,6%), é a operadora e detém 70% de participação nesse bloco. Os outros 30% são da Petra Energia S.A.
"Essa descoberta abre uma nova fronteira exploratória em uma bacia terrestre, fato que não ocorria há aproximadamente duas décadas no Brasil" comentou Sr. Paulo Mendonça, diretor geral da OGX, no documento. "Essa descoberta marca o início da materialização de um importante complexo de geração térmica a gás natural no Brasil,", afirmou Eduardo Karrer, CEO da MPX.
A OGX também divulgou hoje lucro líquido de R$ 57,8 milhões no segundo semestre. O valor mostra uma importante recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa teve prejuízo de R$ 177 milhões.
RESERVAS
De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), no ano passado, as reservas provadas de gás natural ficaram em torno de 357,4 bilhões de metros cúbicos, um decréscimo de 1,8% em relação a 2008.
Entre os anos de 1964 e 2009, as reservas provadas de gás natural cresceram a uma taxa média de 7,1% ao ano. A evolução das reservas de gás no país apresenta um comportamento muito próximo ao das reservas de petróleo, porque, na maior parte dos atuais campos em produção, o gás está associado ao petróleo.
Para produzir o óleo --mais rentável--, é preciso dar um destino ao gás. São três as opções: transporte por gasoduto para o continente, reinjeção nos poços ou queima --a mais ineficiente.
Os dados da agência reguladora apontam que a produção de gás natural em março --último dado disponível-- teve queda de 1,6%, atingindo média diária do total de 59,5 milhões de metros cúbicos por dia.
sábado, 31 de julho de 2010
Multinacionais investem em tecnologia para exploração do pré-sal
O desafio criado pela exploração do pré-sal levou fornecedores da Petrobras a acelerar o desenvolvimento de tecnologias para o projeto.
Três multinacionais que já atuam no Brasil constroem, pela primeira vez na América Latina, centros tecnológicos semelhantes aos que têm nos EUA e na Europa.
Esses centros estão no Parque Tecnológico, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. O parque receberá mais empresas dispostas a fazer pesquisas em petróleo.
Aproveitam, assim, a proximidade do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras) e os conhecimentos de alunos e pesquisadores da UFRJ, que têm na ilha seu maior campus.
A pesquisa tecnológica do pré-sal tem por alvo o aumento da produção na bacia de Santos, considerada a região mais promissora -e mais difícil-, onde estão dez blocos, entre eles Tupi e Iara.
A produção ali hoje é experimental e só atingirá grande escala em 2013.
"Extrair o máximo de óleo a custo viável é a meta", diz Paulo Couto, vice-presidente de tecnologia da FMC Technologies. A Petrobras não revela o custo de extração no pré-sal, mas afirma que é viável com barril a US$ 45.
O desafio da Petrobras no pré-sal é perfurar uma rocha -a carbonática- cujo ritmo de produção de óleo é pouco conhecido, atravessando antes uma camada de sal semelhante a uma lama, que exerce pressão extra. Tudo a 300 quilômetros da costa, dificultando o transporte de pessoas e equipamentos.
A franco-americana Schlumberger investiu US$ 35 milhões para abrir o centro, em setembro.
Em laboratório, amostras serão colocadas em fornos onde serão reproduzidas temperatura e pressão idênticas às dos reservatórios a 7.000 metros da superfície.
"Ampliar o conhecimento das rochas nos ajuda a estimar melhor o potencial de produção", diz João Félix, vice-presidente de marketing na América Latina.
A americana FMC quer descer, da plataforma para o fundo do mar, o sistema que separa a água que vem com o óleo do reservatório.
A FMC também quer usar robôs, que já trabalham no fundo do mar acionando válvulas, para também fazer manutenção dos equipamentos submarinos.
"Até o pré-sal ganhar escala comercial, vamos aperfeiçoar tecnologias existentes", diz Couto.
A americana Baker Hughes investe US$ 30 milhões no centro. Um dos planos é adaptar, para uso nas carbonáticas, equipamentos que geram imagens das rochas por meio de ondas sonoras e magnéticas emitidas durante a perfuração do poço.
Fonte: Folha Online - Ter, 27 de Julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Petrobras vai fazer ilha no mar
Qua, 28 de Julho de 2010
A Petrobras mantém o projeto da base de apoio marítimo de Ubu como referência e continua com o detalhamento do projeto, além dos estudos para o licenciamento ambiental. As informações foram dadas ontem pela manhã, durante reunião entre o governador Paulo Hartung e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.
A reunião foi solicitada por Hartung na semana passada, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Vitória, para o início da produção efetiva do pré-sal no campo de Baleia Franca. Durante conversa com o presidente da Petrobras, a possibilidade de o terminal de apoio às plataformas ser construído em outro local, inclusive em outro Estado, foi aventada por Gabrielli. A alegação é de que as últimas descobertas justificariam estudos de viabilidade para outras locações, alegam os técnicos da companhia.
Prazo
Para o secretário estadual de Desenvolvimento, Márcio Félix Bezerra, que também participou da reunião, assim como o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, o mais importante é que a empresa mantém o projeto em estudo e considera 2012 como possível para iniciar as obras, que devem durar até 2015.
Com essas novas datas para o início das obras e a entrada em operação do terminal – que será construído como se fosse uma ilha – a Petrobras mantém a proposta de implantar em Anchieta a sua base portuária que atenderia as bacias petrolíferas do Espírito Santo, Campos e Santos. Hoje, boa parte desse atendimento é feito pela base de Macaé (RJ) e a Companhia Portuária de Vila Velha (CPVV).
O secretário de Desenvolvimento explicou que o projeto inicial apresentado pela Petrobras prevê a construção de uma ponte, na Praia do além, em Ubu, com mais de 500 metros de comprimento, até uma ilha, uma área onde serão feitas as operações de carga e descarga de todo tipo de material e equipamento para as plataformas. A área da ilha terá 40 mil metros quadrados.
A reunião de ontem, segundo Márcio Félix, foi importante para esclarecer as intenções da Petrobras de continuar o projeto do terminal em Ubu. “O governador Paulo Hartung ficou satisfeito com o encontro de ontem”, ressaltou.
Enquanto não há disponibilidade do terminal de Anchieta, a Petrobras já acertou com a CPVV o uso exclusivo, a partir de outubro, do terminal, localizado em Vila Velha, para as embarcações que hoje atendem às plataformas no Litoral Sul e também as que estão nos campos do Litoral Norte.
A base de apoio marítimo de Ubu
Apoio. A Base de Apoio Marítimo de Ubu, em Anchieta, foi planejada há mais de dois anos pela Petrobras para servir de apoio ao Porto de Macaé, no Rio, que não tem mais condições de atender a todas as plataformas da Bacia de Campos, inclusive as que se localizam no litoral capixaba.
Protocolo.
No início de 2007, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli assinou um protocolo de intenções com o governador Paulo Hartung que previa investimentos no Estado, como fábrica de fertilizantes, unidades para processamento de gás e porto para apoio às plataformas.
Indefinição.
Na semana passado, Gabrielli disse que a Petrobras ainda não havia definido o local para a construção do terminal, o que gerou o pedido de reunião do governador.
Andamento. Ontem, Gabrielli e o diretor de exploração e produção, Guilherme Estrella disseram que o projeto continua sendo detalhado e o processo de licenciamento está mantido.
Ponte.
O terminal, que será construído na Praia do Além, próximo ao Porto da Samarco, terá uma ponte de mais de 500 metros que ligará a costa a uma ilha. Esta terá 40 mil metros quadrados e será montada para atender embarcações que levam tudo que as plataformas de pesquisa, exploração e produção de petróleo necessitam.
Armazenagem. Uma área de 19 mil metros quadrados será um pátio de armazenamento. Outra área, em terra, também servirá para armazenagem. A ilha terá nove posições de atracação.
Fonte: A Gazeta(ES) Vitória/Denise Zandonadi
domingo, 2 de maio de 2010
A Logística da Indústria do Petróleo - Terminais
O processo logístico no downstream inicia-se em cada uma das refinarias existentes no país.
Os produtos são transferidos e armazenados nas bases de distribuição primárias, de onde seguem para bases de distribuição secundárias ou para clientes finais como postos de abastecimento, grandes consumidores e atacadistas.

No Brasil, os oleodutos autorizados pela ANP totalizam aproximadamente cerca de 7.500 km de extensão, sendo que 25% são destinados à movimentação de petróleo e 75% à movimentação de derivados e outros produtos.
Entretanto, do total de oleodutos, menos de 30% são classificados como sendo de transporte, ou seja, podem ser compartilhados.

Observando a sua estrutura, percebe-se que 62% dos dutos de transporte têm extensão a 15 km.
Os terminais são compostos por um conjunto de instalações utilizadas para recebimento, armazenagem e expedição de produtos, constituindo um elo fundamental na infra-estrutura de movimentação de petróleo e seus derivados.

Estão sujeitos ao livre acesso, segundo a Portaria ANP 251/00, os 45 terminais aquaviários, que representam 68% da capacidade de armazenamento brasileira (os terrestres são apenas 23) [ANP (2003)].

Em muitos casos, as instalações utilizadas para o escoamento da produção das refinarias são as mesmas para a recepção do produto importado ou proveniente de outras regiões do país.

Um exemplo é o Terminal Madre de Deus, na Bahia, situado a 4,5 km da Relam, que recebe petróleo bruto para a refinaria, faz o escoamento de parte de sua produção e ainda recebe derivados destinados a terminais terrestres no interior da Bahia.

O compartilhamento desse tipo de instalações, para operações de escoamento da produção e importação de derivados, evidencia a limitada capacidade disponível existente, tornando complexo o atendimento das demandas de acesso.
A tendência da indústria brasileira de petróleo para os próximos anos é de maturação dos investimentos feitos pelas parcerias entre empresas privadas e o governo, na busca da auto-suficiência, gerando, conseqüentemente, um aumento da produção de petróleo e exigindo uma expansão da infra-estrutura logística brasileira.

É fato que o crescimento da produção e do consumo de combustíveis requer, um esquema logístico considerável, principalmente com relação ao transporte e à armazenagem, pois, diferentemente da exploração e da produção, a abertura e a expansão do downstream não configuram um processo autônomo, na medida em que a logística representa um fator crítico no processo, principalmente se considerarmos que a infra-estrutura logística brasileira possui gargalos.
Apesar das especulações a respeito de novos investimentos em logística por parte da iniciativa privada, na prática o desenvolvimento de uma rede de distribuição sem parcerias com o governo é extremamente custoso e arriscado.

A suposição inicial era de que o acirramento da concorrência e, principalmente, a liberação da importação de derivados fossem elementos capazes de atrair as empresas privadas para investimentos em logística, sobretudo na construção de capacidade própria de armazenamento e transporte. Isso, entretanto, está sujeito às elevadas economias de escala, exigindo, assim, a construção de instalações maiores que as demandas marginais existentes.
É preciso realizar obras e investimentos e na infra estrutura de distribuição de derivados, equivalente as necessidade de abastecimento, o que equilibraria os custos de armazenamento.
As expectativas são de que a tendência observada na área de E&P, são o estabelecimento de parcerias entre o governo e as grandes empresas privadas já estabelecidas na atividades de distribuição de derivados, inclusive os novos entrantes.

Percebe-se que a indústria brasileira de petróleo, com respeito à logística de distribuição de derivados, está diante de um grande desafio: Transformar a logística num diferencial e expandir a infra-estrutura, eliminando os gargalos existentes.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Plataforma pega fogo no Golfo do México








sábado, 17 de abril de 2010
Petroquímica - Craqueamento
O uso de olefinas merece destaque, sendo o etano, o propeno e o butadieno as matérias-primas mais relevantes.
Geralmente, altos investimentos são feitos em plantas que utilizam matérias-primas mais pesadas, as quais requerem craqueamento para obtenção dos produtos petroquímicos básicos.
Assim, quando matérias-primas mais leves são empregadas, necessita-se de investimento menor.

Historicamente as Petroquimicas têm o sistema primário do craqueamento da nafta do petróleo bruto sua principal base das conversões de plasticas e dos polimeros.


As frações pesadas são posteriormente transformadas em óleo combustível e subprodutos.
O gás pode então ser levado à plantas aromáticas para o benzeno e o tolueno de produção.
O vapor gerado na seção de aquecimento é reciclo volta para o forno para sua reutilização.
Os gases de refrigeração são comprimidos e tratadas para remoção de gases ácidos, sêcos ao longo de um desumificante é fracionada em componentes separados em baixa temperatura por meio de uma série de processos de refrigeração.
O hidrogênio e o metano são removidos através de uma compressão e expansão.
O metano é removido distribuído como gás combustível para utilização em fornos, caldeiras e centrais de co-geração.

O polímero de etileno e propileno em determinados graus são separadas na seção de resfriamentos.
O etano e propano flui separados e são reciclados de volta ao forno para mais um craqueamento, enquanto o fluxo de misturas são hidrogenadas antes da reciclagem da volta ao forno para mais quebras - craqueamento.
Nas plantas Petroquímicas são necessarias unidades de co-geração onde geram a eletricidade necessária para a Petroquímica e a sua refinaria de petróleo para conversão da nafta nas atividades de craqueamento.
São gerados em unidades de produção o vapor superaquecidos onde são canalizados atraves de tubulações isoladas para serem transportados para unidades das turbinas nas usinas, que produzem eletricidade.

sexta-feira, 16 de abril de 2010
Empresa de Eike negocia instalação de outra siderúrgica no porto do Açu
CIRILO JUNIOR 16/04/2010 - Folha Online Dinheiro
Enviado a São João da Barra (RJ) - A LLX, braço de logística da EBX, do empresário Eike Batista, negocia a construção de uma segunda usina siderúrgica no complexo do porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense.
O presidente da companhia, Otávio Lazcano, disse nesta sexta-feira que já foram abertas, com um grupo estrangeiro, conversas para a instalação de uma unidade com capacidade instalada de 8 milhões de toneladas por ano. A LLX não teria participação na usina, que seria integralmente do investidor estrangeiro.
Somada à outra siderúrgica que deverá ser construída em parceria com a chinesa Wisco, a produção de aço no porto do Açu somará 13 milhões de toneladas anuais.
Na última quinta-feira, o presidente da China, Hu Jintao, e Eike Batista firmaram protocolo de intenções para a instalação da usina. Os chineses entrarão com 70% do investimento previsto de US$ 5 bilhões, com Batista ficando responsável pelo restante.
Lazcano disse que há um acordo de confidencialidade em torno da negociação com o pretendente da outra siderúrgica, e que a expectativa é que um acordo seja fechado até o fim do ano.
Em relação ao negócio com os chineses, o executivo informou que os trâmites legais estão "extremamente avançados". Os chineses estão fazendo os estudos de viabilidade financeira, e Lazcano afirmou que o contrato para tirar a usina do papel deve ser fechado também no final desse ano.
"Acho que o anúncio da segunda siderúrgica sai junto com os chineses", declarou.
Lazcano ciceroneou o vice-ministro de comércio da China, Jiang Yaopeng, e uma comitiva de 100 empresários chineses em visita ao porto do Açu, na manhã desta sexta-feira. Ao todo, o porto do Açu tem investimentos totais estimados em pouco mais de US$ 40 bilhões, com início das operações previsto para 2012.
Yaopeng disse que Brasil e China têm confiança política mútua, e destacou o aumento das trocas comerciais entre os dois países. No ano passado, o fluxo de negócios entre Brasil e China somou US$ 42,4 bilhões.
"As empresas chinesas contrataram US$ 4,8 bilhões em obras no Brasil, dos quais US$ 3,6 bilhões já foram concluídos. As economias dos países têm grande complementaridade", observou.
A LLX firmou memorando de entendimentos com as petrolíferas Shell e Devon -- recentemente adquirida pela BP -- para a construção de uma unidade de tratamento para até 1,2 milhão de barris diários de petróleo, que serviria basicamente para "limpar" o petróleo extraído da bacia de Campos, separando o óleo da água.
Lazcano explicou que, com o tratamento feito no porto, as empresas reduziriam os custos de frete do petróleo que seria embarcado por ali. A OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, também utilizaria a estrutura. O pedido de licença ambiental já foi feita junto ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente).
"Aqui é o quintal da bacia de Campos, não há lugar melhor para ser base de suporte da indústria do petróleo", afirmou Lazcano.
Repórter viajou a convite da LLX
domingo, 4 de abril de 2010
Andrade Gutierrez negocia arrendamento do Mauá
Os contenciosos com a estatal estariam, segundo fontes do setor, entre as razões para que Efromovich tenha decidido transferir a operação do estaleiro para uma empresa concorrente no setor de óleo e gás. Procurado, o empresário não foi localizado. A secretária de Efromovich disse que ele se encontra de férias no exterior e não poderia ser localizado. Uma fonte da área naval confirmou, porém, que há cerca de três meses Efromovich começou tratativas para o arrendamento do Mauá com altos executivos da Andrade. O outro estaleiro do Grupo Synergy, o Eisa - Estaleiro Ilha, do Rio, está fora do negócio.
O Valor apurou que a Andrade Gutierrez deve assinar com o Mauá contrato de arrendamento de longo prazo com opção de compra - ao final do período - das instalações do estaleiro. Situado na Ponta d'Areia, entre um maciço de pedra e a Baía de Guanabara, em Niterói (RJ), o estaleiro tem 180 mil m2 de área no local, outras duas unidades nas ilhas do Caju e da Conceição (Niterói) e de um terreno com saída para a baía em São Gonçalo.
As instalações do Mauá serão importantes na estratégia da Andrade de posicionar-se no Rio para atender o mercado offshore. A empresa está transferindo integralmente sua área de engenharia industrial de São Paulo para o Rio porque quer crescer nesse e em outros negócios. Vê oportunidades em segmentos como saúde e construção para classes C e D, neste caso associando-se minoritariamente a empresas do setor com experiência na concessão de crédito.
Na área naval e offshore, a avaliação de executivos da indústria é de que o arrendamento do Mauá é um bom negócio para a Andrade - e também para Efromovich - porque estava cada vez mais difícil para o estaleiro fechar contratos por força dos problemas com a Petrobras. Uma fonte que conhece o Mauá afirmou: "German (Efromovich) está inibido pela Petrobras para concorrer diretamente em licitações abertas pela empresa."
Oficialmente, a Petrobras nega qualquer restrição ao Mauá. Sua assessoria de imprensa informou ontem que "não há impedimento para o estaleiro Mauá participar de licitações na Petrobras". Nos bastidores, porém, as informações têm sido contraditórias. Em 2009, o governo do Estado chegou a interceder em favor do Mauá quando surgiram informações de que estaria inabilitado para fornecer à estatal.
As relações entre a Petrobras e Efromovich, que nunca foram boas, pioraram depois que a Polícia Federal deflagrou, em 2007, a Operação Águas Profundas, que investigou esquema de fraudes em licitações para reparos de plataformas da Petrobras. Executivos do Mauá foram denunciados na operação. O diretor comercial do Mauá à época das denúncias, José Roberto Bello Simas, afastado da empresa, tornou-se réu no processo. Simas teria assumido a responsabilidade pelos fatos descritos na denúncia, por meio de confissão realizada por escritura pública.
A Águas Profundas foi mais um capítulo de uma longa história de brigas entre Efromovich e a estatal, a começar pelos contratos de arrendamento de seis plataformas de perfuração, conhecidas como Ametistas, entre a empresa Marítima, do empresário, e a Petrobras, em briga que terminou nos tribunais. Segundo fontes, recentemente o Mauá teve um novo desgaste com a Petrobras no contrato de R$ 1,2 bilhão para construção de uma gigantesca estrutura metálica (conhecida como "jaqueta" no jargão da indústria do petróleo). Essa estrutura pertence à plataforma de produção de gás de Mexilhão, destinada à Bacia de Santos. Uma fonte disse que o Mauá tentou cobrar valores adicionais no contrato e a Petrobras não aceitou, o que teria levado a empresa a se enfraquecer ainda mais perante a estatal.
Fonte: Valor Econômico/ Vera Brandimarte e Francisco Góes, de Nova York e do Rio
quinta-feira, 18 de março de 2010
A Lei do Petróleo

LEI Nº 9478, DE 06 DE AGOSTO DE 1997
Dispõe sobre a política energética nacional, as atividades relativas ao monopólio do petróleo, institui o Conselho Nacional de Política Energética e a Agência Nacional do Petróleo.
Seção II
Das Definições Técnicas
Art. 6°. Para os fins desta Lei e de sua regulamentação, ficam estabelecidas as seguintes definições:
I - Petróleo: todo e qualquer hidrocarboneto líquido em seu estado natural, a exemplo do óleo cru e condensado;
II - Gás Natural ou Gás: todo hidrocarboneto que permaneça em estado gasoso nas condições atmosféricas normais, extraído diretamente a partir de reservatórios petrolíferos ou gaseíferos, incluindo gases úmidos, secos, residuais e gases raros;
III - Derivados de Petróleo: produtos decorrentes da transformação do petróleo;
IV - Derivados Básicos: principais derivados de petróleo, referidos no art. 177 da Constituição Federal, a serem classificados pela Agência Nacional do Petróleo;
V - Refino ou Refinação: conjunto de processos destinados a transformar o petróleo em derivados de petróleo;
VI - Tratamento ou Processamento de Gás Natural: conjunto de operações destinadas a permitir o seu transporte, distribuição e utilização;
VII - Transporte: movimentação de petróleo e seus derivados ou gás natural em meio ou percurso considerado de interesse geral;
VIII - Transferência: movimentação de petróleo, derivados ou gás natural em meio ou percurso considerado de interesse específico e exclusivo do proprietário ou explorador das facilidades;
IX - Bacia Sedimentar: depressão da crosta terrestre, onde se acumulam rochas sedimentares que podem ser portadoras de petróleo ou gás, associados ou não;
X - Reservatório ou Depósito: configuração geológica dotada de propriedades específicas, armazenadora de petróleo ou gás, associados ou não;
XI - Jazida: reservatório ou depósito já identificado e possível de ser posto em produção;
XII - Prospecto: feição geológica mapeada como resultado de estudos geofísicos e de interpretação geológica, que justificam a perfuração de poços exploratórios para a localização de petróleo ou gás natural;
XIII - Bloco: parte de uma bacia sedimentar, formada por um prisma vertical de profundidade indeterminada, com superfície poligonal definida pelas coordenadas geográficas de seus vértices, onde são desenvolvidas atividades de exploração ou produção de petróleo e gás natural;
XIV - Campo de Petróleo ou de Gás Natural: área produtora de petróleo ou gás natural, a partir de um reservatório contínuo ou de mais de um reservatório, a profundidades variáveis, abrangendo instalações e equipamentos destinados à produção;
XV - Pesquisa ou Exploração: conjunto de operações ou atividades destinadas a avaliar áreas, objetivando a descoberta e a identificação de jazidas de petróleo ou gás natural;
XVI - Lavra ou Produção: conjunto de operações coordenadas de extração de petróleo ou gás natural de uma jazida e de preparo para sua movimentação;
XVII - Desenvolvimento: conjunto de operações e investimentos destinados a viabilizar as atividades de produção de um campo de petróleo ou gás;
XVIII - Descoberta Comercial: descoberta de petróleo ou gás natural em condições que, a preços de mercado, tornem possível o retorno dos investimentos no desenvolvimento e na produção;
XIX - Indústria do Petróleo: conjunto de atividades econômicas relacionadas com a exploração, desenvolvimento, produção, refino, processamento, transporte, importação e exportação de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos e seus derivados;
XX - Distribuição: atividade de comercialização por atacado com a rede varejista ou com grandes consumidores de combustíveis, lubrificantes, asfaltos e gás liquefeito envasado, exercidas por empresas especializadas, na forma das leis e regulamentos aplicáveis;
XXI - Revenda: atividades de venda a varejo de combustíveis, lubrificantes e gás liquefeito envasado, exercidas por postos de serviços ou revendedores, na forma das leis e regulamentos aplicáveis;
XXII - Distribuição de Gás Canalizado: serviços locais de comercialização de gás canalizado, junto aos usuários finais, explorados com exclusividade pelos Estados, diretamente ou mediante concessão, nos termos do § 2º do art. 25 da Constituição Federal.
XXIII - Estocagem de Gás Natural: armazenamento de gás natural em reservatórios próprios, formações naturais ou artificiais.
sábado, 13 de março de 2010
Royaltie - royalties - ROYAL AID - Tributos.

Os royalties constituem uma das formas mais antigas de pagamento de direitos.
A palavra royalty tem sua origem no inglês royal, que significa "da realeza" ou "relativo ao rei". Originalmente, royal era o direito que os reis tinham de receber pagamento pela extração de minerais feita em suas terras.
No Brasil, os royalties são aplicados quando o assunto é recursos energéticos, como o petróleo e o gás natural, sendo uma compensação financeira que as empresas exploradoras e produtoras desses bens não-renováveis devem ao Estado e cujo pagamento é feito mensalmente.
O dinheiro arrecadado através dos royalties tem várias aplicações, dentre elas o investimento em pesquisa científica e o repasse aos estados e municípios que exploram, refinam ou distribuem o petróleo.
O controle e a distribuição dos royalties estão sob a responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
No entanto, pouco se sabe a respeito da aplicação que esses beneficiários do poder público fazem desses recursos. Alguns estudos de caso realizados por pesquisadores trazem conclusões que, porém, ainda não são capazes de elucidar a questão: os estados e municípios estão aplicando os royalties para a melhoria da qualidade de vida da população local e a recuperação e conservação ambientais.
O que esta definida nos artigos da Lei n° 9478, de 06 de agosto de 1997, da Presidencia da República do Brasil para cálculo do valor dos royalties Brasil:
§ 2º Os critérios para o cálculo do valor dos royalties serão estabelecidos por decreto do Presidente da República, em função dos preços de mercado do petróleo, gás natural ou condensado, das especificações do produto e da localização do campo.
Art. 48. A parcela do valor do royalty, previsto no contrato de concessão, que representar cinco por cento da produção, correspondente ao montante mínimo referido no § 1º do artigo anterior, será distribuída segundo os critérios estipulados pela Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989.
Art. 49. A parcela do valor do royalty que exceder a cinco por cento da produção terá a seguinte distribuição:
I - quando a lavra ocorrer em terra ou em lagos, rios, ilhas fluviais e lacustres:
a) cinqüenta e dois inteiros e cinco décimos por cento aos Estados onde ocorrer a produção;
b) quinze por cento aos Municípios onde ocorrer a produção;
c) sete inteiros e cinco décimos por cento aos Municípios que sejam afetados pelas operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural, na forma e critério estabelecidos pela ANP;
d) vinte e cinco por cento ao Ministério da Ciência e Tecnologia para financiar programas de amparo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico aplicados à indústria do petróleo;
II - quando a lavra ocorrer na plataforma continental:
a) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento aos Estados produtores confrontantes;
b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento aos Municípios produtores confrontantes;
c) quinze por cento ao Ministério da Marinha, para atender aos encargos de fiscalização e proteção das áreas de produção;
d) sete inteiros e cinco décimos por cento aos Municípios que sejam afetados pelas operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural, na forma e critério estabelecidos pela ANP;
e) sete inteiros e cinco décimos por cento para constituição de um Fundo Especial, a serem distribuídos entre todos os Estados, Territórios e Municípios;
f) vinte e cinco por cento ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para financiar programas de amparo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico aplicados à indústria do petróleo.
§ 1° Do total de recursos destinados ao Ministério da Ciência e Tecnologia, serão aplicados no mínimo quarenta por cento em programas de fomento à capacitação e ao desenvolvimento científico e tecnológico nas regiões Norte e Nordeste.
§ 2° O Ministério da Ciência e Tecnologia administrará os programas de amparo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico previstos no caput deste artigo, com o apoio técnico da ANP, no cumprimento do disposto no inciso X do art. 8º, e mediante convênios com as universidades e os centros de pesquisa do País, segundo normas a serem definidas em decreto do Presidente da República.
Art. 50. O edital e o contrato estabelecerão que, nos casos de grande volume de produção, ou de grande rentabilidade, haverá o pagamento de uma participação especial, a ser regulamentada em decreto do Presidente da República.
§ 1º A participação especial será aplicada sobre a receita bruta da produção, deduzidos os royalties, os investimentos na exploração, os custos operacionais, a depreciação e os tributos previstos na legislação em vigor.
§ 2º Os recursos da participação especial serão distribuídos na seguinte proporção:
I - quarenta por cento ao Ministério de Minas e Energia, para o financiamento de estudos e serviços de geologia e geofísica aplicados à prospecção de petróleo e gás natural, a serem promovidos pela ANP, nos termos dos incisos II e III do art. 8°;
II - dez por cento ao Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, destinados ao desenvolvimento de estudos e projetos relacionados com a preservação do meio ambiente e recuperação de danos ambientais causados pelas atividades da indústria do petróleo;
III - quarenta por cento para o Estado onde ocorrer a produção em terra, ou confrontante com a plataforma continental onde se realizar a produção;
IV - dez por cento para o Município onde ocorrer a produção em terra, ou confrontante com a plataforma continental onde se realizar a produção.
§ 3° Os estudos a que se refere o inciso II do parágrafo anterior serão desenvolvidos pelo Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, com o apoio técnico da ANP, no cumprimento do disposto no inciso IX do art. 8°.
Art. 51. O edital e o contrato disporão sobre o pagamento pela ocupação ou retenção de área, a ser feito anualmente, fixado por quilômetro quadrado ou fração da superfície do bloco, na forma da regulamentação por decreto do Presidente da República.
Parágrafo único. O valor do pagamento pela ocupação ou retenção de área será aumentado em percentual a ser estabelecido pela ANP, sempre que houver prorrogação do prazo de exploração.
Art. 52. Constará também do contrato de concessão de bloco localizado em terra cláusula que determine o pagamento aos proprietários da terra de participação equivalente, em moeda corrente, a um percentual variável entre cinco décimos por cento e um por cento da produção de petróleo ou gás natural, a critério da ANP.
Parágrafo único. A participação a que se refere este artigo será distribuída na proporção da produção realizada nas propriedades regularmente demarcadas na superfície do bloco.
Estes são os artigos principais de como até hoje são orientados a distribuição dos royalties do petróleo no Brasil .
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Itaguaí pode se tornar a Macaé do pré-sal
A área compreendida por Itaguaí, Mangaratiba e Angra dos Reis já dispõe de um porto comercial e deve receber a base das operações da Petrobras
Itaguaí pode se tornar a Macaé do pré-sal. A afirmação é do governo do Estado, sobre a futura exploração do petróleo sobre a camada pré-sal brasileira. Ainda que o município tenha passado a integrar a Região Metropolitana desde o fim do ano passado, a perspectiva é que a região conhecida como Costa Verde, e que engloba Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba, seja uma das grandes beneficiadas com os projetos.
O município de Itaguaí havia sido classificado, no início da década, como pertencente à Costa Verde do Rio de Janeiro devido a seu litoral e à sua proximidade com as cidades da região. Lá estão sendo feitos grandes investimentos, tanto da iniciativa privada, como a instalação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), quanto pelos governos federal e estadual, com a construção do Arco Metropolitano, por exemplo.
A área compreendida por Itaguaí, Mangaratiba e Angra dos Reis já dispõe de um porto comercial, com área de contêineres e granéis, diversos terminais de minérios, inclusive da Vale, o estaleiro Brasfels, a iminente inauguração da CSA, que vai produzir cinco milhões de toneladas de aço por ano, e terá um estaleiro de submarinos da Marinha/Odebrecht, e terminais da EBX e de outros grupos privados, sem esquecer do Arco Metropolitano que vai ligar o Porto de Itaguaí com o complexo petroquímico da Petrobras em Itaboraí, cortando toda a Baixada e ligando as principais rodovias federais que passam pelo Estado do Rio.
Por isso, a Petrobras, segundo especulações nos meios empresariais, tem planos de transformar a área em base para o investimento de bilhões de reais na exploração petrolífera da camada de pré-sal. A principal beneficiada seria mesmo Itaguaí, que "hospedaria" os principais equipamentos e a base da exploração. Contudo, toda a região será afetada positivamente pelos projetos da empresa.
A estatal teria decidido manter Macaé, na Região Norte Fluminense, como a base apenas da exploração da Bacia de Campos e rejeitado a oferta do governo paulista para concentrar seus investimentos na exploração do pré-sal em Santos. Concretizando-se a escolha de Itaguaí, haverá na região uma grande demanda por mão-de-obra especializada.
A Petrobras montaria ali uma grande base operacional de suporte à extração do petróleo e do gás da camada de pré-sal, com centros de treinamento, contratação de helicópteros e barcos de apoio, ampla área de manutenção de equipamentos e até um possível estaleiro para reparos navais, entre outros investimentos. Além disso, fornecedores de peças e serviços por certo se instalariam junto a essa base da estatal.
Para a decisão da Petrobras em montar sua base do pré-sal em Itaguaí teriam contado apenas razões técnicas e funcionais.
(Fonte: Diário do Vale)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Petrobras importará gasolina após 30 anos de auto-suficiência
Fonte: Monitor Mercantil (18 fev. 2010)



