terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

As Torres no processo industrial do Petróleo


Nas primeiras etapas no desdobramento do Petróleo e seus derivados, são as torres seus principais equipamentos.
Primeira etapa - Dessalgadoras
Tem como objetivo a remoção de água, incluindo os sais e sedimentos nela presentes, por meio da coalescência destas gotículas dispersas no óleo pela ação de um campo elétrico.
A água presente no petróleo está emulsionada (dispersa em forma de gotículas finamente divididas e envolvidas por uma película de compostos emulsificantes que oferece grande resistência a coalescência) e o campo elétrico de alta intensidade promove uma desestabilização da emulsão, por enfraquecimento da película de agentes emulsificantes.
Além da temperatura adequada, é necessária a injeção de água aquecida antes da introdução do óleo cru na dessalgadora para melhorar a eficiência de dessalgação e, quando necessário, deve ser adicionado também desemulsificante.
Para conseguir uma redução apreciável no teor de sal no petróleo, utilizam-se, geralmente, dois estágios de dessalgação, o que permite reduzir o teor de sal do cru de 300mg/L para valores menores que 3mg/L.
Segunda etapa - Bateria de Preaquecimento
O petróleo ao deixar a dessalgadora troca calor com correntes de produtos e refluxos circulantes que apresentam maiores temperaturas.
A condução do cru ao longo da bateria é feito, normalmente, por dois ramais em paralelo, geralmente simétricos e se faz necessário um bombeamento extra (realizado sob controle de vazão) a fim de vencer as perdas de carga nesta segunda bateria, até chegar à primeira torre de fracionamento.
Terceira etapa -Torre de Pré-fracionamento ou Pré-flash
O cru, previamente aquecido e parcialmente vaporizado, é pré-fracionado em um produto de topo constituído por frações leves (GC, GLP e nafta) e em um produto de fundo constituído pelos cortes mais pesados que a nafta, conhecido como cru pré-vaporizado (CPV) ou pré-fracionado que será a carga da torre atmosférica.
A retirada dos leves é necessária para evitar a vaporização da carga no forno atmosférico e para possibilitar um ganho em altura na torre atmosférica (uma altura menor).
O gás efluente do tambor de topo é normalmente enviado, sob controle de pressão, para um sistema de recuperação de gases ou liberado para tocha quando está em excesso.
O destilado, mistura de GLP e nafta, entra como carga na torre estabilizadora.
O produto de topo desta torre é o GLP que, após tratamento adequado, é enviado para as esferas de armazenamento. O produto de fundo da estabilizadora pode constituir o “pool” da gasolina, seguir para a torre de fracionamento de nafta (caso se deseje obter uma nafta com faixa de destilação determinada), ser encaminhado para o tanque de nafta petroquímica ou para a unidade de solventes.
Quarta etapa -Torre de Destilação Atmosférica
O CPV é encaminhado para o forno de carga da torre atmosférica para receber o aquecimento final e a vaporização parcial necessária para a destilação.
A carga entra na torre cerca de 60% vaporizada no estágio conhecido como “zona de flash” ou “zona de vaporização”.
A seção de esgotamento (Internos da torre) possui normalmente 4 a 5 bandejas que tem por finalidade remover os compostos leves do cru pré-vaporizado.
Esta remoção é feita por retificação com vapor d’água superaquecido de baixa pressão.
Conjugadas à torre atmosférica ficam as torres de retificação dos produtos laterais, onde são removidos os compostos leves, a fim de corrigir o ponto de fulgor dos cortes laterais (ponto de fulgor é a menor temperatura na qual um produto se vaporiza em quantidade suficiente para formar com o ar uma mistura capaz de se inflamar momentaneamente quando se incide uma centelha.
Os produtos laterais são Q, DL e DP. As cargas das retificadoras são retiradas em pratos determinados e os leves, retirados pela ação de vapor d’água, retornam à torre atmosférica, em geral, um prato acima do prato de retirada (internos da torre).
Além das retiradas dos produtos de topo e laterais, o fracionamento e o balanço térmico da torre são controlados por correntes de refluxo circulantes (de dois a três refluxos circulantes).
Estas correntes fornecem calor ao cru nos trocadores das baterias de preaquecimento e depois de resfriadas elas retornam a torre na mesma vazão de saída.
Um refluxo circulante pode ser retirado do mesmo prato de retirada de um produto lateral ou numa posição intermediária entre dois produtos laterais.
Após o condensador de topo, ocorre a separação da água e da nafta pesada, que será enviada para armazenamento.
Do fundo da seção de esgotamento é retirado o RAT que é bombeado para os fornos de carga da torre de vácuo.
Quinta etapa - Torre de Destilação a Vácuo
O RAT é bombeado para o forno de vácuo para ser aquecido até a temperatura necessária para que se tenha, à pressão de operação da torre, a vaporização de todo o gasóleo contido na carga.
Os vapores que sobem pela coluna serão condensados e retirados.
Dentro do esquema de produção de combustíveis, estas colunas são projetadas sem a preocupação de fracionamento entre os cortes que são o GOL e o GOP.
As seções são projetadas de forma a promover a troca de calor entre os vapores ascendentes e os reciclos frios destes cortes.
Embora o GOL e o GOP, geralmente, sejam misturados depois do fracionamento na unidade de destilação, eles são removidos separadamente da torre de vácuo devido à flexibilidade e à redução de gastos com energia conseguidas com este procedimento.
A pressão na torre de vácuo deve ser mantida a mais baixa possível de modo a permitir a retirada dos gasóleos do RAT e, dependendo do sistema de vácuo adotado, seco ou úmido (neste é injetado vapor d’água para redução da pressão de vapor dos hidrocarbonetos), a pressão de operação da torre será menor ou maior, respectivamente.

7 comentários:

  1. Adorei...me ajudou muitãooo
    Consegui ganhar 3 pontos em uma trabalho da escola.....
    :P
    É muito bom a gente achar uma site que nos ajuda mais ainda a conhecer novass coisaaa
    ;)

    THANK's pela ajudaa
    when need me,I'm here

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    1. é "Thanks", e depois "whenever you need me, I'll be here" vai aprender inglês antes de se aventurar no mundo exterior...

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    2. de fato o "thank's" está errado, mais o restante está correto.
      1º tradução:"quando precisar de mim, estou aqui"
      2º tradução:"sempre que você precisar de mim, eu estarei aqui"
      apenas um(a) usou o verbo ESTAR no presente e o outro(a) usou no futuro.
      a diferença de "QUANDO PRECISAR" E "SEMPRE QUE PRECISAR" trazem sentidos distintos.
      exemplo:
      "QUANDO PRECISAR" é uma forma de agradecimento, e se por ventura o ajudante precisar do ajudado, poderá contar com ele.
      "SEMPRE QUE PRECISAR" é uma mera resposta do ajudante ao ajudado, ou seja, não caberia nesse contexto pois quem está agradecendo é um ajudado e não o ajudante.

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  2. essa informaçoes sao bem esclarecedoras,estou terminando unm curso de insp equi. gostei

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  3. essas informarçaos era o que precisava num trabalho de ; o que e pre sal ? e o outro e: como foi descoberto? (e agora ja tam outro ? upstream e downstream em petroleo e gas) do segundo mmodulo do meu curso valendo 4 pontos ;

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  4. qual é o seu nome? ME FALA ATÉ 16:30 POOOOOOOOR FAVOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR

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